Sergipe já registra morte de 39 tartarugas no litoral em 2018
Cotidiano 15/02/2018 15h30 - Atualizado em 15/02/2018 15h50Por Saullo Hipolito*
Nesta Quarta-feira de Cinzas (14), a Fundação Mamíferos Aquáticos registrou a morte de seis tartarugas na orla de Atalaia, zona Sul de Aracaju, após atividades de monitoramento na praia. Todos os animais mortos são da espécie Oliva, muito presente em Aracaju. Ainda não há conhecimento do que pode ter causado as mortes. Só neste ano, já foram encontradas 39 tartarugas mortas, número superior ao ano passado, quando foram registradas 27.
Em um monitoramento realizado diariamente na praia de Aracaju, técnicos da Fundação Mamíferos Aquático em conjunto com membros do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), duas entidades não governamentais que executam condicionamento ambiental licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), encontraram seis tartarugas mortas e coletaram material que servirá para análise mais apurada dos dados coletados, a fim de encontrar uma sugestão da causa das mortes, desconhecida no momento.
Segundo informações do coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Institucional da Fundação Mamíferos Aquáticos, Ricardo Araújo, não há previsão para que o resultado do encalhe saia, pois o procedimento é longo e minucioso, contudo a atividade pesqueira e o problema mundial, que é o despejo do lixo no mar, são dois dos fatores que mais causam morte de tartarugas no mundo.
Não é recomendado que exista qualquer tipo de contato com os animais, sejam vivos ou mortos, o ideal é o isolamento da área para que não haja nenhum tipo de infecção. Além disso, existe a recomendação que as pessoas chamem técnicos responsáveis, para que sejam tomadas as medidas cabíveis, pelo telefone (79) 99164 – 0707.
Segundo Ricardo Araújo, o que se sabe é que todas as tartarugas encontradas na quarta-feira são da espécie Oliva. Esta espécie está presente desde o litoral sergipano até o sul da Bahia por ser o seu local de desova e é considerada como "em perigo" no estado.
“Sabemos que qualquer tipo de tartaruga marinha requer cuidados maiores, não adianta só que os ambientalistas da fundação, por exemplo, estejam preocupados, todos devem estar, desde turistas aos pescadores”, afirma.
Monitoramento
As atividades de Monitoramento de Praias, desenvolvidas pelo convênio MAR, parceria entre a Fundação Mamíferos Aquáticos e o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), fazem parte do Subprograma Regional de Monitoramento de Encalhes e Anormalidades na Área de Abrangência da Bacia Sergipe-Alagoas (PRMEA), medida de avaliação de impactos ambientais exigidas pelo licenciamento ambiental federal, conduzida pelo IBAMA e de responsabilidade da Petrobras.
* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araujo.
Foto: Maria Odilia

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
