Sergipe poderá ter aumento de casos de hepatite viral em 37%
Cotidiano 28/07/2017 10h03De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do seu Núcleo Estratégico (Nest), Sergipe poderá ter até dezembro deste ano acréscimo de 37% nos casos relacionados à pacientes com hepatite viral. A estimativa foi levantada com base nos números obtidos em 2016, quando 244 cidadãos foram acometidos pelo vírus. Até junho deste ano, 168 casos já foram registrados, ou seja, 68% a mais do que no ano passado.
Segundo a técnica responsável pelo Programa Estadual de Hepatites Virais da SES, Áurea Melo, mesmo já tendo atingido a ordem dos 332 pacientes com hepatite viral em 2013, com redução desse número para até 290 pacientes em 2015, torna-se imprescindível a conscientização da população sobre os perigos da doença. “A hepatite é uma inflamação no fígado que pode alterar o seu funcionamento, colaborando para o aparecimento de cirrose, câncer e outras doenças. Existem várias formas de hepatite, sendo que as mais comuns são as virais que, como o próprio nome sugere, são causadas por vírus. A hepatite também pode ser provocada por agentes tóxicos, como drogas, medicação e outras substâncias químicas”, esclareceu a técnica.
O vírus se manifesta nos tipos A, B, C, D e E, sendo que a maioria dos casos de hepatites B e C não apresentam sintomas. Porém, quando ocorrem, os mais freqüentes são mal estar, dor de cabeça, falta de apetite, cansaço, tontura, enjôo ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer entre o primeiro e o sexto mês após a infecção. “Para todas as hepatites há tratamento, que é definido de acordo com a gravidade de cada caso, conforme orientação médica. As hepatites nem sempre apresentam sintomas. Isso significa que a pessoa pode ter os vírus B e C e não saber. Porém, o diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução para cirrose ou câncer de fígado. Por isso, é tão importante fazer o exame”, alertou Áurea.
Transmissão
O cidadão que estiver apresentando sintomas de hepatite viral deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde obterá o tratamento e os devidos medicamentos disponibilizados gratuitamente, através do Sistema Único de Saúde (SUS). A transmissão do vírus se dá de várias formas, entre elas, com o compartilhamento de materiais no uso de drogas inaladas, pipadas e injetáveis; na relação sexual sem preservativo masculino e feminino, no uso de materiais contaminados que provocam cortes ou lesões como alicates ou palitos de unha.
A transmissão da hepatite viral se dá também por meio de aparelhos de barbear e de depilar, compartilhamento de escova de dente, de instrumentos não esterilizados ou reaproveitados, na aplicação de piercings, com material cirúrgico e odontológico infectado, e na realização de tatuagens. No parto, a mãe infectada acaba oferecendo riscos para o bebê (transmissão vertical). No caso da hepatite C, quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993 corre o risco de ter sido contaminado. A prevenção à hepatite viral, por sua vez, pode acontecer com uso de preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais, através da esterilização adequada e do não compartilhamento de materiais perfurocortantes.
Vacinação
A vacina contra hepatite B está disponível no SUS para todas as idades. O intervalo entre a primeira e a segunda dose é de 30 dias. A terceira dose é aplicada seis meses após a primeira dose, considerando que a vacina só é eficaz com a aplicação das três doses e, caso o paciente tenha esquecido de tomar a terceira dose, deve retornar à UBS. Não existe vacina para hepatite C, apenas prevenção. “É imprescindível manter os devidos cuidados em combate à proliferação do vírus, inclusive mantendo em dia o uso das vacinas. A SES une esforços para a resolução da problemática da hepatite viral, inclusive através das ações sensibilizadoras realizadas através do Programa Estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais, que promove palestras educativas e disponibiliza testes rápidos e preservativos”, concluiu a técnica responsável pelo programa Estadual de Hepatites Virais.
Fonte: Agência SES

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