Sergipe realiza captação de múltiplos órgãos de jovem colombiano
Cotidiano 07/07/2018 17h45 - Atualizado em 07/07/2018 18h08O que era para ser apenas um momento de dor foi transformado em um ato de generosidade de uma família colombiana e, agora, a vida de outras pessoas poderão ser salvas. A Central de Transplantes de Sergipe, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou na madrugada deste sábado, 7, a captação de órgãos de um paciente colombiano, 20 anos, que após um atropelamento teve o diagnóstico de morte encefálica.
A mãe do jovem, que estava na Colômbia, chegou em Aracaju na madrugada desta sexta-feira, 6, e após ser fechado o protocolo e entrevista, ela autorizou a doação de órgãos do filho. De acordo com o coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, a avaliação de todos os órgãos foi feita por meio da triagem sorológica.
Benito informou que as córneas serão transplantadas em Sergipe e os órgãos foram oferecidos à Central Nacional para encaminhamento a outros estados. Ele contou, ainda, que após captação, na madrugada do sábado, 7, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) levou o fígado foi para o Maranhão, um rim para Pernambuco e o outro para Paraíba.
“Sergipe realiza transplante de córneas e coração, mas é preciso que o receptor seja compatível com o doador, como neste caso em que há compatibilidade para as córneas. Os outros órgãos foram ofertados à Nacional e encaminhados a doadores de outras localidades”, enfatiza o coordenador da Central de Transplantes.
Sergipe possui 191 pacientes à espera de transplante de córnea e um de coração. Em 2017, o estado realizou 165 transplantes de Córnea e um de coração. Em 2018, já foram realizados 121 transplantes de córneas. A rejeição de autorização da família para doação ainda é muito grande, chegando a 74%, realidade que a SES está querendo mudar e por isso tem investido cada vez mais na capacitação dos profissionais que atuam na entrevista e sensibilização das famílias, como aconteceu em junho deste ano.
Para se tornar um doador é preciso informar a família desse desejo porque assim a chance de essa família concretizar a vontade do doador é maior. Cônjuges e parentes até segundo grau podem autorizar a doação de órgãos, segundo informações de Fernandez. Atualmente, a recusa de familiares em fazer a doação de órgãos é o grande entrave das centrais de transplantes no país inteiro.
Para doar órgãos de familiares falecidos, o que deve ocorrer imediatamente após a morte, basta ligar para os telefone 3259-2899 e 0800-284-3216. Esses mesmos telefones também podem ser acionados por interessados em palestras sobre a temática.
Importância da doação
De acordo com coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, o Brasil está em quase 16 doadores por um milhão de habitantes e Sergipe ainda está em 3,5 por milhão. “Tem estados como Santa Catarina que tem 38 doadores por milhão de habitantes. Então é muito importante continuarmos o trabalho com essa questão da sensibilização e conscientização da sociedade para que ela responda favoravelmente à doação de órgãos e tecidos. Nossos profissionais passam por constantes capacitações com o objetivo de prestar todo o acolhimento e levar as informações de forma cada vez mais humanizada”, revela.
Ainda segundo Benito, o que a lei determina é que os cônjuges ou parentes de até 2º grau são os responsáveis em autorizar a doação de órgãos. “Daí a importância das pessoas informarem aos seus familiares que são doadores porque hoje não tem mais vigência ter em documentos que a pessoa é doadora. É qualquer um pode um dia precisar de um transplante. A sociedade precisa despertar para a importância da doação”, lembra.
Fonte: SES/SE

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