Sergipe registra 8,5 mil casos de Dengue e 136 de Chikungunya em 2015
Com 84% mais casos de Dengue, Estado vive epidemia da doença
Cotidiano 16/01/2016 10h54

Da Redação

Assim como no restante do país, Sergipe está tentando conter a ação do mosquito Aedes aegypti que tem se alastrado de forma cada vez mais rápida. Além da chegada de novos vírus, o Chikungunya e o Zika, no ano passado o Estado registrou um aumento de 84% no número de casos de dengue em relação a 2014. Conforme dados da Secretaria da Saúde (SES) nos 12 meses de 2015 foram notificadas 8.569 pessoas com dengue, com incidência de 386 casos a cada 100 mil habitantes, o que coloca o Estado numa situação de epidemia da doença. Já a Febre do Chikungunya fez 136 vítimas em 23 municípios sergipanos no ano de 2015, enquanto em 2014 foi confirmado apenas um caso.

De acordo com o boletim da SES, Aracaju teve o maior número de notificações da dengue (2.578) e apresenta uma taxa de incidência epidêmica (413 por 100 mil habitantes) em 2015. Contudo, a pasta também alerta para a situação dos municípios de Rosário do Catete, Itabaianinha e Tobias Barreto que apresentam as maiores taxas de incidência do Estado. Já as cidades de Divina Pastora, Japaratuba, Pedra Mole e Telha não apresentaram notificação de casos no sistema de informação durante todo o ano.

Em 2016, a SES já notificou dois casos de Chikungunya e 48 de Dengue. Também preocupa o aumento de casos de microcefalia relacionada ao Vírus Zika. Já são 164 casos suspeitos notificados até está sexta-feira (15), apesar de o Estado ainda não ter confirmado através de exame nenhum caso do Zika. Os testes para diagnóstico desse vírus em sergipanos ainda são realizados no Pará, mas devem começar a ser feitos pelo Laboratório Central de Sergipe (Lacen) no final de janeiro.

Segundo a SES, o governo tem articulado ações estratégicas com os municípios, o Exército e a Defesa Civil para eliminar criadouros do mosquito, reduzir a infestação do vetor e interromper a transmissão dos vírus, mas para vencer essa guerra, a participação de cada cidadão é fundamental. “A população deve ficar atenta à água limpa e parada dentro de casa”, alerta Sidney Sá, gerente do Núcleo de Endemias da SES.

Em todo o brasil, foram registrados 1,649 milhão de casos prováveis de dengue em 2015, a maior incidência desde 1990 quando os dados começaram a ser catalogados. O Instituto Butantan, em São Paulo, está desenvolvendo uma vacina contra a doença, mas ela só deve ficar pronta em 2017. O

O Ministério da Saúde informou essa semana que que prefere esperar pela vacina brasileira, em vez de comprar a francesa, que já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Isso é uma decisão que ainda não foi tomada, mas a gente vê com muita esperança a vacina produzida pelo Instituto Butantan. Por que? Porque é uma vacina que tem uma cobertura imunológica bastante elevada e é uma dose só”, diz o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

O Ministério também quer desenvolver uma vacina contra o zika vírus. Representantes do instituto Butantan foram esta semana aos Estados Unidos, procurar cientistas para fazer pesquisas sobre o vírus, ainda desconhecido na maior parte do mundo e pouco estudado no Brasil. Essa é a primeira etapa para desenvolver uma vacina, que deve levar de 3 a 5 anos para ficar pronta. “É baseado na vacina da dengue que nós estamos testando. Então, corta muito o caminho. Nós vamos usar a atenuação da dengue para fazer a vacina da zika”, afirma Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan.

Infográfico: Will Rodrigues/F5 News/Elaborado em 16/01/2016

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