Sergipe registra baixa procura pela vacina contra o vírus HPV
Vacinas estão disponíveis gratuitamente nas unidades de Saúde Cotidiano 01/07/2019 17h55 - Atualizado em 01/07/2019 18h09O estado de Sergipe tem registrado pouca procura pela vacina contra o Papiloma Vírus Humano, o HPV. Atualmente, apenas 16% dos meninos de 10 a 14 anos foram vacinados. Quanto às meninas na faixa etária de 9 a 14 anos, tomaram a vacina, somente, 47%, lembrando que a cobertura vacinal considerada ideal é de 95%. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta pais, mães e responsáveis para a importância de levarem suas crianças e seus adolescentes até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) a fim de protegê-los desse vírus, que infecta pele e mucosas causando lesões que podem se transformar em cânceres.
De acordo com a enfermeira da Central de Imunizações da SES, Ana Beatriz Lira, as vacinas estão disponíveis gratuitamente nas unidades de Saúde e são aplicadas diariamente.
“É extremamente segura, é muito tranquila. A gente considera protegido quem toma as duas doses. Só a primeira não vai dar total proteção. É uma vacina bem divulgada na mídia, então eu acredito que a baixa cobertura não tem a ver com falta de informação, mas, infelizmente, com as muitas fake news associadas a ela, o que acaba amedrontando a população que deixa de ir às unidades se vacinar”, comentou.
O HPV é um vírus que infecta exclusivamente os seres humanos e ataca as células do epitélio da pele e da mucosa. Existem mais de 200 tipos de HPV e 150 deles já foram identificados e sequenciados geneticamente. A ação do vírus sobre as células favorece a formação de tumores, a maioria deles pequenos e benignos, como as verrugas comuns de pele ou as verrugas genitais. Porém, quando a área infectada é a mucosa do colo do útero, da vagina, do pênis ou do ânus, o vírus pode induzir a formação de tumores malignos, causando, por exemplo, o câncer do colo do útero e o câncer anal.
“Por ser uma vacina de rotina não existe uma campanha específica para ela, basta comparecer a um Posto de Saúde. O que tem acontecido muito nos municípios é a parceria com o PSE - Programa Saúde na Escola – de cada localidade, que está vacinando nas escolas, mostrando que é uma vacina segura, que é necessária a proteção contra o HPV porque ela protege do câncer e é muito importante e segura”, reforçou Ana Beatriz.
Transmissão
O vírus HPV é altamente contagioso e a sua transmissão acontece através do contato íntimo sem camisinha. Basta apenas um contato para ficar contaminado, e 98% das transmissões ocorrem através do contato sexual, mas diferentemente das outras Infexões Sexualmente Transmissíveis (ISTs), não é preciso haver troca de fluídos para que a transmissão ocorra. Só o contato de pele com pele já ocasiona a transmissão do vírus.
O tempo de incubação do vírus varia de um mês a dois anos e, durante este período, apesar de não haver sintomas, a pessoa já pode contaminar outras, já pode apresentar verrugas invisíveis a olho nu, mas que podem passar para o outro. Mulheres infectadas também podem transmitir o vírus HPV para o bebê durante o parto normal.
Sintomas
Os sintomas do HPV são pequenas verrugas na região íntima masculina ou feminina e na região do colo do útero e podem estar ausentes, apesar da presença do vírus. Isto ocorre principalmente nos homens, mas também pode acontecer nas mulheres. O diagnóstico do HPV pode ser feito pelo exame clínico-visual e confirmado pelo exame papanicolau ou biópsia das verrugas.
Fatores de risco
Sexo sem proteção, vida sexual precoce, múltiplos parceiros, não fazer exames de rotina, imunodepressão, ou seja, a queda do sistema imunológico e presença de outras Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Além disso, os fatores de risco para câncer associado ao HPV são alterações da resposta imunológica em nosson organismo, como: múltiplas gestações, o uso de contraceptivos orais de alta dose por tempo prolongado, tabagismo, tratamento com quimioterapia, radioterapia ou imunossupressores e a presença de outras doenças sexualmente transmissíveis, como herpes e clamídia.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

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