Sergipe registra média de 300 casos de hanseníase por ano
Cotidiano 26/09/2017 19h35Por F5 News
Em Sergipe são registrados 300 novos casos notificados de hanseníase por ano. A informação foi confirmada nesta terça-feira (26), pelo Núcleo das Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que alerta para o grande problema de saúde pública.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país com o maior número de casos dessa infecção e Sergipe é um estado considerado de média endemicidade, apresentando, em 2016, taxa de detecção de 13,73 por 100 mil habitantes. Ainda em 2016, o percentual de cura dos novos casos foi de 84,6%, e 87,4% dos contatos domiciliares dessas pessoas foram examinados.
Perigo na infância
Segundo a coordenadora do Núcleo, Mércia Feitosa, Sergipe vem apresentando nos últimos anos um perfil epidemiológico flutuante, ora diminuindo, ora aumentando o número de casos e com o registro de aumento da taxa de detecção em menores de 15 anos. Saiu de 3,10 em 2015 para 4,02 a cada 100 mil habitantes, em 2016.
“Quando esse crescimento está relacionado ao adolescente, entendemos que está havendo a alta circulação do bacilo da doença e a alta transmissão, demonstrando, ao mesmo tempo, uma fragilidade no diagnóstico, nas ações de controle da doença por parte da Atenção Básica. Considerando que a hanseníase tem longo período de encubação, ou seja, 10 anos em que o paciente é portador do bacilo sem que a doença se manifeste, entendemos que a bactéria está circulando e acometendo crianças”, alerta Mércia.
Quando há uma mancha esbranquiçada ou avermelhada na pele, com borda regular ou não, sem que o paciente tenha sensibilidade ao toque, a dor ou ao calor, há sintomas evidentes de hanseníase. “A intenção é que a população, ao perceber sintomas na pele, busque o posto de saúde mais próximo, a fim de proceder com a avaliação da tal mancha, que pode até mesmo ser confundida com pano branco ou psoríase”, explicou.
Sobre a doença
A hanseníase é de natureza crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, porém poucos adoecem. É possível ao paciente, inclusive, ter imunidade alta, ter tido contato com o bacilo e não desenvolver a doença, que pode vir a surgir a qualquer momento.
Ela acomete principalmente pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas, sendo uma infecção de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória.
O consequente comprometimento da pele e dos nervos do infectado pode gerar sequelas, a exemplo de uma mão em garra, o que também gera uma problemática social que envolve, entre outros aspectos, o estigma e a situação trabalhista do indivíduo.
Tratamento
Em casos de diagnóstico de hanseníase, o tratamento pode durar seis meses e até mesmo um ano, a depender do tipo da infecção. Todos os tipos de hanseníase têm cura, embora algumas sequelas já instaladas sejam irreversíveis, porém sem evolução de danos a partir do início do tratamento.
Após 15 ou 30 dias de uso da medicação apropriada o bacilo deixa de ser transmitido para um novo indivíduo, daí a necessidade de um diagnóstico precoce, visto que no início da doença há menor quantidade de bacilos e, consequentemente, menores chances de adquirir sequelas.
*Com informações da Secretaria de Estado da Saúde

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
