Sergipe registra média de três assaltos a taxistas por dia
Sintax diz que categoria ainda não adota medidas para evitar ocorrência Cotidiano 27/05/2016 16h00Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo
Uma média de três taxistas é vítima de criminosos por dia em Sergipe, conforme estimativa do Sindicato dos Taxistas (Sintax). O número é menor do que há um ano, mas ainda preocupa a categoria, sobretudo porque muitos taxistas ainda não adotam medidas que podem ser úteis na redução destes índices, como a instalação de um sistema desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública (SSP/SE) e até mesmo o registro do boletim de ocorrências.
Conforme dados do Sintax, dos mais de 10 mil taxistas que circulam em Sergipe, apenas 150 já instalaram o rastreador que a SSP desenvolveu, o que dificulta o trabalho da polícia. “Acontece assalto toda semana. A Polícia tem feito a parte dela realizando blitz, mas a categoria precisa sangrar na própria carne. O problema é que a maioria dos taxistas ainda não entendem que é preciso preservar a própria vida”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Gerson Ferreira.
O sindicalista lembra o caso de um bandeirinha que foi assassinado no último final de semana, na cidade de Areia Branca. Segundo Gerson, o rastreador poderia ter evitado a tragédia. “Os criminosos roubaram R$ 400, o celular, e depois mataram o nosso colega, mas eu pergunto: se esse taxista tivesse com o rastreador no carro, a vida dele poderia ter sido salva?!”.
Segundo Gerson, a instalação do aparelho é gratuita e o taxista fica obrigado apenas a pagar R$ 50 ao mês para custear a manutenção. O rastreador é conectado a uma central montada no Ciosp de onde os policiais monitoram os veículos. “Em caso de assalto, basta acionar o aparelho e a Polícia desloca a guarnição mais próxima da diligência”, explica Ferreira.
F5 News já mostrou também outra atitude que dificulta o combate à ação de criminosos: a subnotificação dos casos. O registro do boletim de ocorrências ajuda a polícia a verificar a mancha criminal mapeando as áreas com maior incidência de assaltos a fim de traçar o planejamento estratégico de policiamento nessas regiões.

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