Serviço de coleta será normalizado até quarta-feira, diz Emsurb
Cotidiano 14/03/2016 12h09

Por Aline Aragão

Segundo a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), chegaram hoje (14) a Aracaju 11 carros coletores que irão se somar aos 18 que entraram em atividade no último final de semana. Desde a sexta-feira (11), o serviço de coleta de lixo está sendo realizado por uma nova empresa, a Cavo, que assumiu um contrato emergencial de 180 dias com a Prefeitura.

Nos últimos dias o lixo acumulado tem sido um dos principais assuntos entre os aracajuanos, que acompanham através da imprensa a celeuma entre Prefeitura Municipal de Aracaju e a empresa Torre, que era responsável pela coleta. De acordo com a assessoria da Emsurb, a situação se agravou com a suspensão dos serviços da Torre antes do término do contrato e com a manifestação realizada pelo sindicato da categoria no último sábado (12), impedindo a saída dos caminhões da Cavo.

A assessoria da Emsurb disse também que a Cavo alugou carros para a coleta do lixo a fornecedores do estado, mas esses não cumpriram o acordo, contribuindo com o caos. “A gente reconhece o problema e pede um pouco mais de paciência à população, a Prefeitura está comprometida em resolver essa questão, estamos nos esforçando, correndo atrás, fazendo tudo dentro da lei, para que essa situação seja resolvida o quanto antes. A previsão da Cavo é de que na quarta-feira (16), tudo volte ao normal”, disse a assessora da Emsurb, Cristina Rochadel.

Segundo Cristina, em função da urgência a coleta não está seguindo um mapa como acontece normalmente, estão sendo priorizados os locais mais críticos, onde há muito lixo acumulado. Sobre a coleta com caçambas, a assessora explicou que a empresa tomou conhecimento do caso através das denúncias em redes sociais e que não compactua com esse comportamento. “A coleta com esse tipo de veículo é permitida, o que não pode é que o profissional se arrisque em cima da caçamba, estamos fiscalizando e pedimos a população que continue denunciando”, disse.

Contratações

Uma das questões mais discutidas nessa mudança de empresa é sobre a situação dos mais de 1200 garis e margaridas que trabalham na Torre - pessoas com mais de 20 anos de trabalho e que se veem ameaçados a perder o emprego. Em nota enviada à imprensa, a Cavo reafirmou o compromisso com a Prefeitura de absorver os trabalhadores que forem demitidos. Mas até o momento a Torre não demitiu ninguém.

No último final de semana, a Fundação Municipal do Trabalho (Fundat) realizou um cadastro para mais de 800 vagas no parque Augusto Franco (Sementeira), arrastando uma multidão para o local. Segundo a Emsurb, o cadastro foi feito pela Fundat, mas diretores da Cavo estiveram no local e selecionaram 200 currículos, priorizando ex-funcionários da Torre. “A Fundat cadastrou 900 pessoas, e decidiu fazer isso no parque porque sabia a dimensão da coisa. Desses, a Cavo aproveitou 200, sendo que o critério para isso era comprovar ser ex-funcionário”, explicou Rochadel.

A assessora da Emsurb disse ainda que o sindicato da categoria se comprometeu em levar nesta segunda-feira, 200 trabalhadores demitidos pela Torre.

Entenda o caso

O novo contrato virou um problema para a atual gestão, pelo não conformismo da antiga empresa, a Torre, em perder a vaga que ocupava há 23 anos. A Torre acusa a Prefeitura de falta de transparência na contratação da nova empresa; de não pagar uma dívida milionária e também acusa a Cavo de não cumprir com o previsto no edital.

A Prefeitura por sua vez rebate e diz que por ser um contrato emergencial tem total liberdade para escolher a empresa prestadora de serviço, e que a Cavo apresentou o menor preço, gerando uma economia de dois milhões por mês para os cofres públicos. Sobre a dívida, a prefeitura disse que não existe mais, já que foi feito um acordo intermediado pelo Tribunal de Contas (TCE) e Ministério Público (MP), e o valor foi parcelado, sendo pago na data. 

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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