Servidores da Saúde de São Cristóvão estão em estado de greve
Eles definem se vão parar por tempo indeterminado nesta quinta Cotidiano 29/01/2013 19h00Por Sílvio Oliveira
Servidores da área da saúde do município de São Cristóvão (SE) realizam uma passeata na quinta-feira, 31, às 8h, partindo da Secretaria Municipal de Saúde em direção à residência da prefeita Rivanda Farias (PSB). O intuito é chamar atenção quanto aos salários atrasados e a falta de condições de trabalho das unidades de saúde.
Na segunda-feira passada (28), os funcionários realizaram uma assembleia e decidiram entrar em estado de greve. Caso não haja negociação com a Prefeitura de São Cristóvão até o final da quinta-feira, eles não descartam paralisar as atividades por tempo indeterminado.
Segundo Maria das Graças, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde de Sergipe (Sintasa), falta o mínimo de condições de trabalho, a exemplo de água para beber, papel higiênico, toalha, além de utensílios para desenvolver os trabalhos.
Maria das Graças Nunes ainda informou que há um atraso de salários de parte dos servidores. Segundo ela, na última sexta-feira, médicos de uma unidade de saúde do conjunto Eduardo Gomes não foram trabalhar por falta de pagamento de salários. “Ela [prefeita] diz que não é de responsabilidade dela, porque são dívidas de outra gestão. A dívida não é da pessoa física, é da prefeitura”, afirma.
Como a data-base da categoria é em janeiro, os sindicalistas querem também que a Prefeitura de São Cristóvão reabra as negociações. “Mandamos um ofício e até agora não obtivemos resposta”, disse Maria das Graças.
O assessor de Comunicação da Prefeitura de São Cristóvão, Elton Coelho, disse estranhar as declarações da sindicalista, já que, segundo ele, em nenhum momento a prefeita Rivanda Farias se refutou ao diálogo.
Quanto ao pagamento de salários atrasados, Elton Coelho afirmou que a dívida não é dessa gestão, mas que a prefeita também não se nega a pagar. “Janeiro será pago em dia e já pagamos até os salários atrasados dos servidores do PSF. São pouco mais de R$ 130 mil que falta de servidores contratados e administrativos que iremos negociar”, afirmou.
Foto: Sílvio Oliveira (ilustração)

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