Servidores da UFS continuam em greve
Setores do Campus São Cristóvão são fechados como forma de protesto Cotidiano 16/09/2015 13h07Por Fernanda Araujo
Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) decidiram manter a greve por tempo indeterminado, em assembleia realizada, na manhã desta quarta-feira (16). Também vão intensificar as atividades para continuar pressionando o Governo Federal. Eles querem ainda que e a Reitoria se posicione favorável ao movimento.
Desde as 6h de hoje, foi fechado o setor da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) e o Serviço Geral de Comunicação e Arquivo (Secom) do Campus São Cristóvão. “A Reitoria tinha se comprometido no dia 6 de julho a dar celeridade à implementação das 30 horas semanais para os técnicos. Mas, infelizmente, passados dois meses não há qualquer formalização de que nós teremos as 30 horas”, afirmou Lucas Gama, presidente do sindicato da categoria (Sintufs).
Pauta nacional
Outras universidades pelo país também se manifestam com o propósito de chamar atenção para a greve que já dura 110 dias e exigir do Governo uma melhoria da proposta apresentada. Além disso, na última segunda-feira (14), o Governo anunciou o novo pacote de medidas que inclui cortes de gastos no orçamento de 2016, no valor de R$ 26 bilhões. Um exemplo é eliminar o abono de permanência – benefício remuneratório pago a servidores que já atingiram a idade para se aposentar, mas que permanecem na função.
“Com a aposentadoria de vários servidores da UFS não haverá reposição desses trabalhadores, já que o governo disse que também não vai haver concurso público tão cedo. O nosso reajuste, que já era pequeno e abaixo da inflação, passará a ser dado em agosto de 2016, ao invés de janeiro de 2016. Isso gerou inconformidade à categoria”, conta Lucas Gama.
O Governo espera um impacto de R$ 7 bilhões a menos nos gastos públicos (por conta da mudança do reajuste) e redução de R$ 1,5 bilhão para o próximo ano em gastos na realização de concursos públicos. Com relação ao abono, a previsão do Ministério do Planejamento é que mais 123 mil servidores adquirirão o benefício nos próximos anos, com a suspensão reduzirá R$ 1,2 bilhão de reais em 2016.
Fotos: cedidas por Lucas Gama/Sintufs

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