Servidores da UFS entram em greve nesta segunda por tempo indeterminado
Cotidiano 11/06/2012 16h14
Os servidores técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, 11 de junho. Em Assembleia Geral convocada pelo SINTUFS (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Sergipe), a categoria esteve reunida pela manhã, no auditório do Colégio Aplicação, e também decidiu outras ações associadas à greve.
Os discursos e proposições da Assembleia giraram em torno da unidade e do êxito do movimento. "Nesta greve nós precisamos ocupar os espaços da Universidade para discutir as questões da UFS e dos seus trabalhadores atreladas às questões nacionais. Nós precisamos esclarecer para a população sergipana que nós queremos sim a expansão da universidade, mas não esta que está posta. Queremos a expansão da UFS com qualidade, com concurso público, com valorização dos seus trabalhadores. Queremos mais gente trabalhando nos laboratórios, atendendo no HU e nos campus do interior do estado", afirmou Joseilton Nery, servidor da UFS.
Durante as falas dos servidores da UFS, ficou clara a posição unânime favorável à greve, sendo esta a única escolha frente ao descaso que o governo federal vem tratando as reivindicações dos técnicos administrativos das universidades federais. "O governo não deixou nenhuma alternativa aos trabalhadores a não ser a greve. Nossos representantes, juntamente com a FASUBRA (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-administrativos das Universidades Brasileiras) tiveram mais de 50 reuniões com o Governo Federal, sem avanço nenhum nas negociações. Depois de muito protelar, demos o prazo até 30 de maio para que eles apresentassem uma proposta, mas não recebemos nada. Por isso, os técnicos administrativos da UFS e de todo o Brasil entram em greve hoje!", garantiu Gentil Melo, dirigente do SINTUFS.
Valorização dos servidores
Os trabalhadores federais reivindicam um posicionamento do Governo Federal sobre o reajuste salarial da categoria. O último acordo salarial dos técnicos administrativos aconteceu em 2007 e terminou de ser aplicado pelo governo federal em 2010. De acordo com o SINTUFS, desde então, não houve qualquer alteração nos salários dos trabalhadores.
“Os servidores públicos federais, especialmente os técnicos administrativos das universidades precisam levar ao conhecimento da sociedade sobre a justeza das nossas reivindicações. Precisamos do apoio da sociedade, pois além de salários nós lutamos por melhorias das condições de trabalho e por uma universidade pública, gratuita e de qualidade para todos.”, afirmou presidenta do SINTUFS, Edjanária Borges.
Além do reajuste salarial e elevação do piso da categoria para três salários mínimos, os técnicos administrativos das IES’s também reivindicam aumento do auxílio alimentação, aprimoramento da carreira (racionalização de cargos e incentivo à qualificação), 10% do PIB para a Educação Pública, revogação imediata da Medida Provisória 568 e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).
Governo não quis negociar
Depois de várias tentativas de negociação com o governo, todas sem sucesso, os servidores chegaram ao limite. “Nosso caminho preferencial é sempre o da negociação, a greve é a última medida. Infelizmente o Governo Federal preferiu não negociar e não nos deu outra opção”, informou a FASUBRA. Isso significa que o movimento de paralisação iniciado pelos professores universitários, e que já alcança mais de 50 instituições públicas, será ampliado.
Atividade de greve
Amanhã, terça-feira, 12, às 7h, os técnicos administrativos da UFS participam da Paralisação Nacional dos Médicos Federais contra a Medida Provisória 568/2012, promovida no Hospital Universitário (HU) pelo SINDIMED/SE. Logo depois, às 10h, os trabalhadores da UFS vão marcar presença no grande ato simbólico, o Enterro do Governo Déda, organizado pelo SINTESE. À tarde, às 15h, os servidores participaram do Lançamento Nacional da Campanha da CUT pela Erradicação do Trabalho Infantil, Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE), no auditório da Escola do Legislativo. Em breve será divulgado o calendário de luta de categoria.

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