Servidores de Aracaju cobram recomposição salarial
Cotidiano 24/04/2018 15h00 - Atualizado em 24/04/2018 15h55

Por Fernanda Araujo

Servidores municipais de Aracaju estão há dois anos sem reajuste salarial. A crítica foi feita pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Aracaju (Sepuma), Nivaldo Fernandes dos Santos, na Tribuna Livre da Câmara Municipal nesta terça-feira (24).

Segundo Nivaldo Fernandes, a data base é o 1º dia de abril, e até agora o prefeito Edvaldo Nogueira não abriu nenhum processo de negociação, apesar da boa arrecadação da receita corrente líquida municipal.

“Pelo segundo ano consecutivo, o prefeito não dá reajuste aos servidores. Não obstante, a saúde financeira da prefeitura está muito bem. Para se ter ideia, a arrecadação em janeiro ultrapassou R$ 180 milhões para uma folha paga de R$ 42 milhões, em fevereiro a receita ultrapassou R$ 130 milhões para uma folha de R$ 45 milhões”, ressaltou.

Ainda de acordo com o sindicalista, a Prefeitura não está pagando as indenizações de férias e de licença prêmio, e além das questões salariais, os servidores enfrentam problemas de segurança no ambiente de trabalho, a exemplo dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop). 

“A maioria das educadoras sociais e cuidadoras são mulheres, a integridade física é colocada em risco a toda a prova. Desde o ano passado tentamos negociar a situação, chegou a uma situação extrema de um usuário do Pop tentar agredir com uma faca uma servidora. Nós precisamos rever essa situação, de forma que o prefeito passe a receber os servidores e cumprir promessa de campanha”, disse.

O vereador professor Bittencourt (PCdoB) líder do prefeito na CMA, rebateu as críticas do sindicalista, afirmando que muitos sindicatos “não reconhecem o esforço do prefeito para equacionar as contas” do município.

Em nota, a Prefeitura informou que “trabalha na valorização dos servidores municipais” e para “reconhecer direitos esquecidos desses servidores”, desde o cenário encontrado no inicio do ano passado.

“Através do trabalho determinado, que é um dos eixos do Planejamento Estratégico da administração municipal, foram reconhecidos direitos como periculosidade, insalubridade, abono de permanência, avanço de letra, titulações retroativas e indenizações (exonerados em 2014, 2015 e 2016), cuja maioria dos processos se encontrava há anos sem resposta. Ao todo, a equipe técnica da Seplog já realizou mais de dez mutirões aos finais de semana e noturnos, visando agilizar a abordagem e dar celeridade no encaminhamento dos milhares de processos oriundos dos servidores”, diz na nota.

Sobre a questão relacionada à segurança, a PMA ainda deve enviar resposta.

Foto: CMA

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