Servidores de Sergipe protestam contra defasagem salarial
Cotidiano 05/07/2017 10h30 - Atualizado em 05/07/2017 10h47Por Will Rodriguez e Fernanda Araujo
Após três dias de paralisação, os servidores de Sergipe protestaram na manhã desta quarta-feira (5) na porta do Palácio dos Despachos, sede do Governo do Estado, na zona Sul de Aracaju.
Os trabalhadores estão insatisfeitos com a política salarial adotada pelo governo Jackson Barreto (PMDB) e cobram a recomposição dos vencimentos, cujas perdas alcançam 31%, conforme cálculos dos sindicatos que representam categorias do funcionalismo.
Desde o começo da semana, servidores da administração geral que atuam em escolas e nos Ceac’s, por exemplo, além de auditores fiscais, condutores do Samu, dentre outras categorias, estão de braços cruzados.
A mobilização chama atenção para a ausência de perspectivas relacionadas ao reajuste salarial, situação que se arrasta há 54 meses, como destaca o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Geral (Sintrase), Diego Araujo (foto).“Não estamos falando de ganho real, queremos a reposição da inflação. Não dá mais para continuar sem reajuste”, afirma. A última reunião entre os servidores e o governo aconteceu em 5 de junho, mas sem avanços.
Por conta dessa situação, conforme informações do Sintrase, mais de dois mil trabalhadores em início de carreira recebem menos de um salário mínimo por mês. “É um cenário insustentável e degradante para os trabalhadores do Estado”, diz Araujo, alertando para a possibilidade de uma greve geral.
Além de não receber aumento, os servidores também estão temerosos com a possibilidade de voltar a ter os salários parcelados. O calendário do mês de junho, por exemplo, só deve ser divulgado após o dia 7 de julho e o governador Jackson Barreto já admitiu a possibilidade de que o pagamento não seja feito integralmente na mesma data.Procurado pelo F5 News, o governo do Estado disse, através de nota, que está “sofrendo efeitos da crise que atinge o país e que não permite crescimento econômico capaz de reverter o quadro de estagnação da arrecadação. Consequentemente, não permite que o governo atenda aos pedidos de reajuste dos servidores”.
Fotos: Fernanda Araujo/F5News

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