Servidores do IBGE protestam contra corte de orçamento
Cotidiano 16/04/2014 12h44Por Fernanda Araujo
Servidores federais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Sergipe, se manifestaram com um café da manhã nesta quarta-feira (16) na sede, localizada na avenida Francisco Porto, e logo após, fizeram panfletagem. O ato teve o objetivo de protestar contra o corte orçamentário do IBGE, o adiamento de pesquisas, redução do quadro efetivo de servidores, além de defenderem a democratização da gestão do IBGE e se posicionarem contra a interferência política nas pesquisas.
A analista de planejamento, gestão e infraestrutura Poliana Fernandes Mendes, representando os servidores e o Núcleo Sindical Sergipe – ASSIBGE, afirmou que ao longo dos últimos três anos tem acontecido muita evasão de servidores no país, devido ao aumento de aposentados e de servidores pedirem exoneração do cargo para outros órgãos públicos. “Não se sentem valorizados com relação aos salários, condições de trabalho e pedem exoneração. Também tem havido uma priorização de concursos para temporários. O quadro efetivo vem se esvaziando, e o quadro temporário aumentando, ou seja, não se cria um vínculo com o órgão”.
Segundo pesquisa interna, só em 2013 houve no país 48 exonerações de novos servidores efetivos. A categoria aponta ainda para a necessidade de realização de concurso público para a efetivação de servidores. Além disso, a servidora aponta que desde o ano passado houve cortes orçamentários no IBGE como um todo. “Censo é um ano de orçamento maior, desde depois do Censo sofremos esses cortes que vêm causando adiamento das pesquisas, como aconteceu com nossa contagem populacional de 2015 que foi transferida para 2016. A POF – Pesquisa de Orçamentos Familiares – também foi transferida”, explica.
O orçamento chega do Governo Federal à sede do Instituto no Rio de Janeiro e para as unidades estaduais mensalmente. De acordo com Poliana, existe um planejamento a partir de determinado orçamento e esse valor está sendo reduzido, implicando em prejuízo nas condições de realizar as pesquisas, com isso o adiamento, e prejudicando a capacitação, as condições de trabalho e o planejamento estratégico. “A pesquisa implica em muitos gastos, de infraestrutura, combustível, deslocamento de servidores, diárias, passagens, entre outros pontos”. Dados apontam que houve 14% corte de orçamento esse ano.
Democratização da gestão
Os servidores também lutam pela democratização da gestão do IBGE. A categoria enfrenta uma polêmica. Tudo começou quando o Conselho Diretor do órgão decidiu suspender temporariamente o processo de divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e seus desdobramentos. O instituto estava trabalhando para divulgar os resultados em janeiro de 2016 de acordo com cronograma, mas, foi posteriormente entendido que é para ser divulgado já em janeiro de 2015, conforme lei.
No dia 2 de abril, senadores se mostraram preocupados com o fato do IBGE ainda não estar produzindo a informação sobre o cálculo da renda domiciliar per capita, sendo que essa renda é um dos critérios de distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE), segundo a lei complementar 143/2013, que entra em vigor em 2016 e tem impacto social expressivo.
“Essa crise que estamos vivendo hoje culminou justamente com a verticalização das decisões. O Conselho Diretor toma decisões sem realmente consultar o nosso corpo técnico. Decidiu interromper a continuidade da pesquisa esse ano e retornar só em 2015. O planejamento estratégico é feito sem uma participação das unidades estaduais, é muito centralizado na sede do Rio de Janeiro. A gente fala que precisa participar mais das decisões e a nossa maior bandeira, nesse momento, é contra a interferência política nas pesquisas”, disse Poliana Mendes.

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