Servidores estatutários intensificarão campanha salarial
Cotidiano 29/01/2014 18h30

Por Sílvio Oliveira

Uma assembleia ocorrida nesta quarta-feira (29), no Sindicato dos Bancários de Sergipe, em Aracaju, reuniu representantes sindicais dos psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, assistentes sociais, técnicos, entre outras categorias de servidores do Estado. Na pauta, a discussão em torno do cronograma de mobilizações, com o intuito de defender a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCV) para o quadro estatutário do Governo de Sergipe.

Os sindicalistas reclamaram da falta de atenção por parte do Governo de Sergipe em não implantar o PCCV, apresentado em 2012. Eles decidiram que as reuniões com o Executivo serão feitas em conjunto, e não por categoria, e defenderam a abertura urgente de uma mesa de negociações.

A queixa unânime diz respeito à estagnação nas negociações, sem registro de avanço quanto ao debate de propostas.  “O momento é de bater o pé e não aceitar reuniões separadas. Não temos mais tempo para isso, até porque o Plano é único. Claro que temos especialidades, mas não queremos que um trabalho que levou um ano para se construir seja descartado”,

afirmou Flávia Brasileiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros.

O representante do Sindicato dos Cirurgiões-Dentistas de Sergipe, Augusto Tadeu, reforçou que  houve uma paralisação das negociações. “Foi feito um plano de cargos para os celetistas das Fundações e o governo alegou que estava no limite prudencial. Poderiam ter continuado com as negociações até que a saúde financeira estivesse boa, mas não foi feito”, disse.

Augusto Tadeu ainda lembrou que o Governo de Sergipe tem até o dia 08 de abril, ou seja, seis meses antes das eleições, para apresentar projetos relativos à folha salarial.

Ele registrou que tais projetos requerem apreciação pelas Comissões da Assembleia Legislativa, demandando mais tempo. “Temos menos de 30 dias. É mais de um mês que passa na Assembleia”, destacou.

Mais reclamação

Cada representante sindical teve a vez de demonstrar o desconforto quanto à situação salarial. A representante do Sindicato dos Psicólogos, Iris Oliveira, mencionou a diferenciação de tratamento entre os sindicatos, além de argumentar que uma greve não seria boa alternativa no momento.

Em contrapartida, Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde, defendeu o posicionamento que a partir dali se decretasse estado de greve.

Ficou acordado que as mobilizações serão intensificadas e um ofício solicitando a abertura da mesa de negociações será levado ao Governo de Sergipe, com a assinatura de todos os representantes sindicais.

Fotos: Sílvio Oliveira

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