Servidores públicos da Educação participam de eleição do Sintreducase
Eles também tiram dúvidas sobre plano de carreira e orçamento do Estado Cotidiano 07/05/2014 12h00Por Fernanda Araujo
Vigilantes, merendeiros, executores e auxiliares administrativos que atuam em escolas da Secretaria de Educação do Estado de Sergipe (SEED) participam desde as 10h desta quarta-feira (07) da eleição para a nova direção do Sindicato dos Servidores Públicos, Auxiliares Administrativos e Operacionais da Educação (Sintreducase), que integra o Movimento Acorda Servidor.
Segundo o vigilante Johan Bezerra, integrante do movimento e que participa da única chapa eleitoral, o sindicato foi fundado em 2005 e está sem direção desde 2010. Ele explica que a nova direção eleita será provisória, com duração de no máximo um ano, com o intuito de organizar a categoria, agregar mais adeptos e ao final do prazo realizar nova eleição com processo mais amplo de divulgação. “Por enquanto é chapa única, mas quem quiser formar novas chapas está aberto. Por enquanto o sindicato funciona em uma sala na sede do Sindipetro, na rua Siriri, 629. Vamos começar do zero para depois ter a nossa própria estrutura”.
Além da eleição, eles tiram dúvidas sobre o Plano de Carreira da administração geral, que inclui os servidores da educação, aprovado em abril, e o Orçamento do Estado. Segundo ele, o plano de carreira foi aprovado na Assembleia Legislativa através de negociação entre o governo e o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos de Sergipe (Sintrase), no entanto, para Johan Bezerra o plano possui brechas e lacunas que prejudicam a categoria. “Esse plano foi aprovado infelizmente, por isso trouxemos um advogado para esclarecer algumas dúvidas dos servidores sobre isso”, diz.
Uma guerra tem sido travada desde 2007 entre o Sintreducase e o Sintrase, que disputam a representação sindical dos servidores públicos da Educação. “O Sintrase faz negociação em nome de várias categorias, como a Saúde, por exemplo. Como o Sintreducase está sem direção, o Sintrase negociou em nome da gente. Mas ganhamos na Justiça, em primeira e segunda instâncias, que o Sintrase não representa mais os servidores da Educação. Até que seja julgado pelo pleno do Tribunal Superior do Trabalho – TST – quem representa é o Sintreducase O que nos revolta é que o Sintrase disse que até que fosse julgado eles estariam nos representando, mas a decisão foi o contrário”, afirma.
Sobre o orçamento do Estado, Johan Bezerra explica que, como todo ano, o Estado manda para a Assembleia Legislativa a previsão de gastos do governo. Em 2013, enviou a previsão de 2014 constando o reajuste salarial dos servidores da Educação, porém, segundo ele, esse reajuste não está sendo cumprido. “Desde 2012 que estamos sem reajuste, recebemos salário base de R$ 622. A nossa estimativa é que temos perda salarial, por ano, em mais de R$ 3 mil. Vamos primeiro organizar a categoria. O próximo passo será a tentativa de negociar com o governo e informar que o sindicato já tem direção e somos os legítimos”, disse. Para a comissão de organização da assembleia não estão descartadas ações como paralisações e greves.
Sobre a polêmica de ser ou não representante dos servidores da educação, o presidente do Sintrase, Waldir Rodrigues, apenas disse a F5 News que nada foi decidido já que o processo se encontra no TST, em Brasília. “O Sintreducase existe há sete anos, e há sete anos que temos essa ação judicial. Parece que vivem no mundo da lua, estão fazendo eleição de algo que eles não representam”, disse.

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