Servidores públicos de Sergipe voltam a protestar por salários em dia
Cotidiano 27/07/2017 13h48 - Atualizado em 27/07/2017 14h08

Por Fernanda Araujo e Will Rodriguez

Servidores públicos estaduais de Sergipe voltaram a protestar, nesta quinta-feira (27), em frente à Secretaria da Fazenda (Sefaz), para pedir a recomposição da inflação de 32% no salário e contra o parcelamento e atraso de pagamento dos vencimentos. Seis categorias participam do movimento e, segundo os sindicatos, até agora não houve proposta do governo.

Duas reuniões chegaram ser realizadas com os representantes sindicais e a administração, mas sem avanços. O governo prometeu receber os servidores até o final do mês, a data ainda não foi agendada. “Isso nos deixa bastante apreensivos. De 2012 para cá, só tivemos reposição salarial em 2014. Esperamos que o governo, o mais rápido possível, chame os sindicatos, apresente proposta para que a gente evite fazer paralisação porque isso é muito ruim para a sociedade, a população sofre quando não encontra o serviço disponível”, afirma o presidente do Sindifisco, Paulo Pedrosa.

O sindicalista diz ainda que o governo tem desrespeitado os servidores. Este mês os aposentados tiveram os salários parcelados e, para Pedrosa, existe a ameaça de que isto também aconteça com os ativos. “O calendário de pagamento hoje é todo atrasado e parcelado. Pela nossa análise das contas do governo não é por falta de recurso, o que falta no governo é prioridade com relação à folha dos servidores públicos”, critica.

O governador em exercício, Belivaldo Chagas, durante entrevista à imprensa, atribuiu mais uma vez os atrasos nos pagamentos à crise política e econômica, à queda na arrecadação estadual, historicamente nos meses de junho, julho, agosto e setembro, e ao déficit da previdência do Estado, que já ultrapassa R$ 1 milhão. “Estamos sempre discutindo com a equipe econômica e na expectativa do reaquecimento da economia porque só assim a gente terá condições de fazer os pagamentos na sua totalidade, não apenas o salário dos servidores, mas também dos fornecedores que prestam serviços para o Estado”, disse.

Chagas não confirma se os recursos do Fundo Previdenciário do Estado (Funprev/SE) poderão ser utilizados para pagar os aposentados, autorizado pela Justiça. “Não estamos tratando desses recursos nesse momento, tenho feito reuniões constantes com a equipe econômica na tentativa de que a economia possa ser aquecida e que a gente, ao adotar outras medidas de economia, consiga fazer com que a arrecadação melhore”, acrescenta.

Desde a semana passada os sindicalistas realizam uma série de protestos e já agendaram uma assembleia conjunta para o dia 1º dia agosto, a partir das 8h, no auditório do Sindicato dos Bancários, onde pode ser deliberada uma greve geral. Na quarta (26), o ato foi realizado em frente à Emdagro. Para fechar a semana de mobilização, na sexta (28), a partir das 6h, haverá panfletagem na porta do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

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