Servidores públicos realizam paralisação de três dias em Sergipe
Cotidiano 22/09/2015 17h30

Da Redação

Começou hoje (22) e segue até quinta-feira (24), a greve geral dos servidores estaduais, que cobram o diálogo com o Governo de Sergipe. A pauta unificada abrange o cumprimento dos acordos dos Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs), reposição inflacionária, piso dos professores, transparência nas contas públicas e contra o parcelamento dos salários dos servidores. Com a paralisação ficam prejudicados os serviços básicos de escolas estaduais, delegacias e unidades de saúde.

A paralisação tem à frente o Movimento Intersindical dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado, formado por 20 sindicatos (Sintasa, Seese, Sindifisco, Sintrase, Sinpol, Adepol, Sindimed, Sinter/SE, Sindinutrise, Sindijor, Sinditic, Sterts, Sindasse, Sindisan, Sinpsi, Sintradispense, Senge, Sindiconam, Sintese, e Sindjus, além das centrais CTB, NCS e CUT), mas desses, apenas 15 aderiram à greve.

Após várias manifestações, o movimento deu um prazo para que o Governo se manifestasse; o que não aconteceu até a data. “O prazo acabou em 11 de setembro e o Governo não se posicionou. Caso a greve temporária não surta o efeito desejado, haverá a possibilidade de greve por tempo indeterminado”, explicou Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) e um dos componentes da liderança do movimento.

Na manhã desta terça-feira (22), os servidores realizaram uma mobilização em frente à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), em seguida marcharam até o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). Na quarta-feira (23), cada categoria fará suas mobilizações específicas e lutará pelas suas pautas diferenciadas. Já no dia 24 de setembro, às 14 horas, os grevistas irão se reunir no Parque da Sementeira, onde farão uma caminhada com direção ao Palácio dos Despachos.

Através de nota, o Governo informou que o maior compromisso no momento é honrar o pagamento dos salários dentro do mês e que, por enquanto, não há como onerar a folha com reajuste, devido à condição financeira do estado. Quanto ao PCCV, a nota diz que esse é um compromisso firmado pelo governador Jackson Barreto e que parte dos servidores já teve a primeira etapa implementada.

*Com informações da Cut e fotos do Sintese/Sintasa

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