Servidores querem auditoria externa nas contas do Governo de Sergipe
Categorias sinalizam possibilidade de paralisação por três dias
Cotidiano 02/09/2015 10h46

Por Fernanda Araujo

Mais de 20 categorias de servidores públicos continuam unidas cobrando resposta do Governo do Estado de Sergipe às reivindicações, mas a situação parece estar longe de ser resolvida. A concentração do protesto foi em frente ao Palácio dos Despachos, na manhã desta quarta-feira (02), em Aracaju. Há possibilidade de paralisação geral de 72 horas nos dias 22, 23 e 24 de setembro, mas que pode se estender.

As categorias entendem que a unificação do movimento tem o objetivo de exigir valorização por parte do governo. “Estamos há três anos sem aumento salarial, sem nenhuma perspectiva de recomposição da inflação, pelo menos, do período. O vice-governador Belivaldo Chagas há um mês se reuniu conosco e prometeu criar um grupo de trabalho para discutir receita e despesa do Estado, até agora não foi criado demonstrando que o governo não quer discutir”, afirma o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE), o professor Roberto Silva.

Paralisados há 24 horas, os servidores da Secretaria da Fazenda também se unem cobrando o cumprimento de acordos feitos no ano passado. Para o presidente do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco), Paulo Pedroza (ao lado), o governo tem tomado medidas para frear o movimento reivindicatório. As categorias protocolam hoje um documento, no Palácio dos Despachos, dando prazo até o próximo dia 11 para que o governo apresente soluções.

“De 2012 para cá, o governo só deu reposição de 12 meses, então, está devendo 24 meses aos servidores. O governo tem feito manobra de atrasar os pagamentos, que a gente entende como injustificável. Em maio de 2014 concedeu benefício fiscal e ajuda moradia para os defensores públicos, e concedeu progressão no plano de carreira do Ministério Público. Por que concedeu benefícios estando o Estado em limite prudencial, como o governo alega? Isso é balela, não tem fundamentação, é uma manobra contábil que o governo faz”.

“Estamos pedindo os nossos direitos, cumprimento dos acordos coletivos das fundações que já vêm se arrastando há algum tempo. O momento é essa unificação de forças e mostrar ao governo que estamos unidos. Queremos dignidade, respeito e que o governo tenha responsabilidade de dar o reajuste dos servidores”, disse Augusto Couto, presidente do Sintasa.

Segundo o vice-presidente do Sindimed, José dos Santos Menezes, os servidores pretendem pedir uma auditoria externa nas contas do Governo para avaliar se, de fato, o Estado está no Limite Prudencial, da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Foi assinado no dia 1 de julho de 2014 o PCCV, que não foi implementado porque o governo disse que o Estado não tinha dinheiro, e seria pago esse ano quando saísse do limite prudencial. Chegou setembro e não cumpriu. Infelizmente, o governo perdeu a credibilidade dos servidores públicos”, diz. 

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão informou que, por enquanto, o Governo do Estado não deve se pronunciar.

Fotos: Fernanda Araujo/ F5 News

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