SES aguarda parecer sobre implantação nacional da vacina da dengue
Cotidiano 01/12/2017 09h08

Após a notícia divulgada esta semana, de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar que a vacina da dengue, vendida na rede privada na maior parte do Brasil, não seja tomada por quem nunca teve a doença, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) ressaltam que o imunobiológico ainda não foi implantado no calendário nacional de vacinação, instituído pelo Ministério da Saúde (MS). De acordo com a publicação, a partir de agora a imunização é considerada segura apenas para aqueles que já foram infectados pelo vírus.

“Para que seja implementada a vacina da dengue no referido calendário é preciso que haja, em primeira instância, a avaliação através de pesquisas. Tais pesquisas já foram contratadas pelo Governo Federal, a fim de garantir ao máximo a segurança dos usuários do Sistema Único de Saúde [SUS]. Se disponibilizada em Sergipe ou em outras localidades brasileiras, a vacina da dengue não é proveniente das unidades da rede pública de saúde. Aguardamos, portanto, o parecer do MS sobre a implantação desse imunobiológico”, declarou a gerente do Núcleo de Imunização da SES, Sândala Teles.

A informação divulgada nacionalmente destaca ainda que a ‘Dengvaxia’, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, passou por testes de segurança, mas que precisam de uma análise mais completa de estudos. Ainda aponta que alguns indivíduos apresentaram formas mais graves da doença após a aplicação, e que isso ocorreu em pessoas que não haviam tido um contato prévio com o vírus. Em virtude disso, por enquanto, a bula será atualizada e a Anvisa assegurou analisar os resultados completos para se posicionar novamente.

Todas as diretrizes para vacina de dengue, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dizem que é necessário o acompanhamento dos pacientes dos testes iniciais por mais quatro anos. De acordo com o laboratório Sanofi Pasteur, isso foi feito. A farmacêutica informa que para nos próximos cinco anos o risco estimado para pessoas nunca infectadas é de cinco casos de hospitalização por mil pacientes vacinados. A Anvisa, por sua vez, passou a recomendar, que pessoas que não tenham apresentado a doença não se vacinem. O órgão esclarece que o risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro.

 

Fonte: SES/SE

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