SES e FHS têm 48 horas para entregar insumos a CME do Huse
Cotidiano 08/05/2012 16h27Por Fernanda Araujo
A Promotoria de Saúde cumpriu nesta terça-feira (8) com a decisão de mover uma Ação Civil Pública contra o secretário de Estado da Saúde, Antônio Carlos Guimarães, e o presidente da Fundação Hospitalar (FHS), Emanuel Messias Barbosa. Em audiência na Promotoria de Saúde, no último dia 2, foi informado por representantes técnicos da Central de Material e Esterilização (CME) do Huse que havia problemas na estrutura e ausência de reagentes na CME, responsáveis pela validação de esterilização dos materiais hospitalares.
De acordo com a promotora Euza Missano, os materiais estão sendo esterilizados, porém, não há uma confirmação de que, de fato, houve a esterilização, o chamado teste biológico, importante para a validação de todo o processo de esterilização dos materiais que são utilizados pela equipe de cirurgia. Além disso, o problema decorre da falta desses materiais de esterilização no almoxarifado do Huse, utilizados também no município de Socorro, na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e Hospital José Franco para o teste de Bowie-Dick.
Segundo a responsável técnica da CME, Loélia Andrade, o processo de esterilização inadequado poderá provocar infecção nos pacientes, principalmente ao paciente de órtese e prótese. Com o objetivo de realizar todos os testes biológicos, com utilização de equipamentos necessários, a exemplo da incubadora, e garantir a esterilização de todos os materiais, foi determinado que no prazo de 48 horas a SES e a FHS providenciem os insumos necessários para a realização dos testes biológicos, considerando a quantidade de materiais processados para esterilização; 60 dias para aquisição de mais duas autoclaves visando atender a capacidade da Central em realizar a esterilização de todos os materiais.
O Ministério Público requer também a reforma de toda a estrutura da Central, eliminando riscos sanitários e estruturais. Foi decidido que em dez dias o refluxo de esgoto existente na CME deverá ser consertado em definitivo. Caso descumpram a ordem judicial, o secretário e o presidente da FHS deverão pagar multa de dez mil reais a ser revertido para o Fundo de Reconstituição do Bem Lesado, conforme a Lei 7347/85.
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