Saúde
SES reforça importância dos viajantes atualizarem as carteiras de vacinação
As principais vacinas são sarampo, hepatite A e B e febre amarela
Cotidiano 19/12/2018 19h48

Com a chegada do período de férias, é normal lembrar de comprar as passagens, reservar hotel, escolher os passeios, deixar tudo em dia para relaxar e aproveitar a viagem. Mas será que está tudo em dia mesmo? Como está a carteira de vacinação? Pensando nisso, o Ministério da Saúde (MS) fez um alerta aos viajantes para que mantenham a caderneta de vacinação atualizada e a Secretaria de Estadual da Saúde (SES), reforça o aviso com dicas úteis e importantes.

Para circular dentro do país é imprescindível verificar as condições de cada local, se a área necessita de vacina e acompanhar as orientações do Calendário Nacional de Vacinação, atualizando a carteirinha. As principais vacinas são sarampo, hepatite A e B e febre amarela. Porém todas são importantes.

Já para viagens internacionais as recomendações são mais específicas. Além da carteirinha comum adquirida nas Unidades Básicas, é preciso obter o cartão de certificação internacional na Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), localizada nos aeroportos. Se o país exige determinada vacina, é necessário tomá-la 10 dias antes do descolamento, no mínimo. As vacinas geralmente solicitadas em outros países, teoricamente, são todas as disponíveis no Calendário Nacional, mas, principalmente, poliomielite, tríplice viral, febre amarela, rubéola e sarampo.

É importante ressaltar que se o viajante esquecer de se vacinar e o país tiver a exigência, ele não entra. Os países cumprem rigorosamente esse controle sanitário.

 “É uma vigilância sanitária mesmo, e o Brasil deveria ter isso também na entrada de portos e aeroportos. Nós vivenciamos isso com os venezuelanos, a não exigência da condição vacinal dos venezuelanos nos deixou em exposição quando encontrou o país com baixas coberturas vacinais. Então, quando chegaram ao Brasil, sem a proteção devida da cobertura vacinal, o vírus do sarampo circulou e acabou atingindo nossa população” explica a diretora da Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.

Há que não veja com bons olhos essas exigências por não lembrar que é para sua própria proteção. O indivíduo não só pode levar o vírus para outros locais, mas também pode se colocar em risco, recebendo o vírus. A proteção é para os dois lados, para o viajante e para o país que tem que ter esse controle.

“Viajantes, esse é o momento, o momento de férias. Se o lugar for considerado de transmissão da febre amarela, por exemplo, verificar se está vacinado. É importante levar, junto com a documentação, a carteira de vacina, porque se passar por algum momento, uma situação inusitada, num estado que não é o seu, é possível comprovar que está vacinado. Se tiver um surto no local e for solicitada a vacinação em massa, é possível comprovar que não precisa. Agora, em outros países, ai sim, vai precisar da carteirinha de vacinação internacional, que é o que permite a entrada em outros países. Essa é específica e pegamos com a ANVISA” reforça Mércia.

 

Fonte: SES 

 

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