Simão Dias ainda não foi notificada da interdição do matadouro
Cotidiano 09/02/2018 16h53O prefeito de Simão Dias, Marival Santana, ainda não foi notificado da interdição do matadouro municipal. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (9), durante entrevista a uma emissora de rádio de Lagarto. O prefeito admitiu ter dificuldades para regularizar a situação do matadouro, principalmente porque ele está localizado em área urbana.
“A Prefeitura sempre se colocou à disposição para corrigir as falhas, mas aqui temos um agravante maior que é a localização. Dois conjuntos se aproximaram demais e ele acabou ficando dentro da cidade. Por conta disso, não é permitido que sejam feitas adequações no matadouro”, salientou.
A solução, segundo o prefeito, seria a construção de um novo matadouro mais afastado da cidade. Mas o custo é muito alto. “Não pode continuar onde está. O problema é o custo da construção, um projeto de um matadouro regional, em parceria com outras prefeituras, ficaria em torno de R$ 12 milhões”, informou.
Marival disse que estará estudando a melhor medida para não prejudicar a população. “Eu não consigo sanar as irregularidades e também não tenho recursos para fazer outro matadouro. Se eu desobedecer a determinação judicial, pago multa diária. Então, vamos sentar com a assessoria jurídica para ver qual o matadouro mais próximo e também avaliar se é possível reverter a situação”, concluiu.
Irregularidades
A decisão do juiz Henrique Britto de Carvalho, para a interdição do matadouro municipal, se baseou nos laudos técnicos apresentados pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro) e Administração Estadual do meio Ambiente (Adema), que constataram, ao longo de quase oito anos, as precárias condições de funcionamento.
Foram verificados animais sem a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento de caráter sanitário indispensável para garantir a regularidade do abate; ausência de licença ambiental; estrutura e equipamentos inadequados para o funcionamento; e ausência de um sistema de tratamento de resíduos, o que torna os produtos originários do estabelecimento impróprios para o consumo humano.
Fonte: Assessoria de Imprensa

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