Sindicalistas se manifestam contra privatização do HU
Cotidiano 15/04/2013 11h51Por Fernanda Araujo
Contrários à privatização dos hospitais universitários, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs) juntamente com representantes da CUT e da Adufs realizaram mais uma manifestação na manhã desta segunda-feira (15), dessa vez, no calçadão a Rua João Pessoa, no centro de Aracaju.
A lei 12.550/2011, que criou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) em prol de gerir e administrar os recursos financeiros e humanos dos hospitais universitários com capital social integralmente sob a propriedade da União, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, mas tem gerado indignação por parte de entidades sindicais de todo o país.
Em Sergipe, os sindicalistas estiveram durante toda a manhã colhendo assinaturas de populares contra a privatização do HU. Um plebiscito foi feito anteriormente em todos os campi da UFS e todas as assinaturas serão enviadas para o MEC, na marcha à Brasília no dia 24. Para a presidente do Sintufs, Edjanária Borges (foto abaixo), a aprovação dessa lei foi arbitrária e é uma
afronta à autonomia da universidade prevista na Constituição Federal.“Como não é obrigatório passar pelos conselhos da universidade já estão acontecendo algumas mudanças no HU de uma forma antidemocrática. O Estado é o provedor de todas as políticas sociais. É o Estado que tem que ofertar, não é passar para a iniciativa privada. A privatização só vem trazer prejuízos para toda a população porque uma empresa vai operar na lógica de mercado, não vai estar preocupada em atendimentos e qualidade, mas sim em cumprimento de metas e produção. Hoje o HU preza pela qualidade da formação dos profissionais e pelo atendimento à população, isso tudo vai ficar restrito”, lamenta.
Para o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), professor Roberto Silva, o mais grave para os professores, cientistas e estudantes, será a falta de oportunidade para darem continuidade às pesquisas na área médica iniciadas no HU. “Isso é uma afronta à p
esquisa e à extensão, essências do ensino superior. O sergipano sabe muito bem a situação maléfica que isso trará para todos. As privatizações demonstraram que não deram certo, estamos vivenciando os problemas graves da telefonia depois da privatização, os problemas graves que vivemos aqui em Sergipe com as fundações públicas de direito privado, que é um processo também de privatização”, afirma.E continua – Essa empresa está sendo criada em um formato muito parecido com as fundações hospitalares aqui em Sergipe. E a gente compreende que esse processo não ajuda, primeiro porque gera um instabilidade muito grande com os trabalhadores; desvalorização salarial; precarização do trabalho; além dos péssimos serviços que são oferecidos à população porque a gestão dos hospitais passa para a iniciativa privada. O trabalhador que precisa de atendimento vai ter que pagar a um hospital público gerenciado com dinheiro público, mas é a iniciativa privada quem manda.

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