Sindicato denuncia péssimas condições de trabalho na Codevasf em SE
Cotidiano 05/05/2016 10h44Da Redação
Prédios insalubres, repletos de rachaduras, infiltrações e sem segurança, são nessas condições que trabalham os empregados da Companhia De Desenvolvimento Do Vale São Francisco (Codevasf) em Sergipe. A afirmação é do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), seção Aracaju.
Segundo o diretor sindical José Domingos, o prédio que abriga o escritório do Perímetro de Betume, localizado no município Neópolis, está tão velho, que as vigas de sustentação de madeira têm rachaduras muito grandes, impondo sério risco de desabamento. "Na sala de administração, a rachadura no chão é tão grande e profunda que o piso cedeu, tornando o chão rebaixado. O cenário de descaso se completa com a existência de fios descobertos em vários espaços do escritório, assim como casas de maribondo em toda parte, portões velhos e enferrujados, prestes a cair”, completa.
A diretoria sindical denunciou ainda problemas na oficina, que está sem bomba para a retirada de óleo diesel e gasolina dos veículos de abastecimento. “O processo vem sendo feito de forma rudimentar: com ajuda de uma mangueira, o trabalhador puxa o combustível com a boca e assim, constantemente, ele precisa colocar sua saúde em risco por falta de estrutura para a realização do trabalho da maneira adequada”, afirmou.
O presidente da seção sindical do Sinpaf em Sergipe, Antônio Barbosa, acompanhou o diretor da CUT/SE, Jairo de Jesus, numa visita às Estações de Bombeamento e Drenagem dos Perímetros Irrigados. Os dirigentes sindicais constataram que os trabalhadores das Estações de Bombeamento completam uma jornada de 12 horas seguidas em alojamentos apertados, sem água potável para beber, na sua maioria sem banheiros e, quando existe banheiro a sua disposição, são completamente insalubres ou sem água.
Outro problema apontado pelo sindicato foi a falta de segurança. Segundo os relatos, nas estações roubos e assaltos são uma constante. “Rouba-se fios de cobre, transformadores de energia e muitas vezes o trabalhador continua, mesmo após o roubo, sendo ameaçado pelo ladrão”.
Ainda segundo o sindicato, a Codevasf tem conhecimento da situação, mas “nunca se interessou em tomar qualquer providência para a melhoria das condições de trabalho”.
Codevasf
Através de nota enviada ao F5 News a Codevasf informou que nos últimos dois anos vem realizando todos os esforços possíveis no sentido de agilizar a liberação de recursos para executar ações a fim de melhorar as condições de trabalho de seus empregados e de adequar as suas instalações às exigências da legislação trabalhista atual.
A companhia ressaltou ainda que as edificações possuem quase 40 anos de uso e que a sua degradação decorre da falta de reformas desde a implantação dos perímetros irrigados, na década de 70, e que a atual gestão em momento nenhum mediu esforços para viabilizar a adequação das estações de bombeamento às necessidades de seus empregados e às recomendações legais.
Sobre as ações em andamento, a empresa esclarece que já foi autorizada a realização de pregão eletrônico para a aquisição de bens e mobiliários visando atender às necessidades mais urgentes dos empregados lotados nas estações de bombeamento dos perímetros irrigados. O processo licitatório possibilitará a aquisição de bebedouros industriais, garrafões térmicos, cadeiras ergonômicas e camas para as casas de repouso.
A nota diz ainda que Codevasf já encaminhou para aprovação da Diretoria Executiva, em Brasília, o processo licitatório para a reabilitação completa das áreas de convivência das estações de bombeamento dos perímetros irrigados, no valor estimado de R$ 676.103,12. Caso não haja percalços durante seu andamento, a expectativa é de que as obras sejam iniciadas 90 dias após a conclusão da licitação.
*Com informações e foto da Cut

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