Sindicato dos Bancários diz que categoria sai fortalecida, após a greve
Apesar dos avanços na maioria dos bancos, paralisação continua no BNB
Cotidiano 07/10/2014 15h15

Por Lays Millena e Elisângela Valença

Após sete dias de paralisação em Sergipe, os bancários decidiram, na noite desta segunda-feira (6), encerrar a greve iniciada no dia 30 de setembro. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários (SEEB/SE), José Souza (foto), a categoria aceitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que inclui reajuste dos salários e demais verbas em 8,5% (aumento real de 2,02%), piso salarial em 9% (2,49% acima da inflação) vale-refeição em 12,2%, além de contemplar outros avanços não econômicos, a exemplo dos mecanismos de combate às metas abusivas e ao assédio moral. 

Para Souza, após a greve, os bancários saem fortalecidos. “A paralisação trouxe avanços nos aspectos político, econômico e ideológico. Estamos com uma visão mais ampla do processo e garantimos benefícios importantes para a categoria”, afirma. Além disso, segundo ele, os avanços econômicos representam melhorias não apenas para os bancários, mas para a economia em geral. “É o que chamamos de ciclo virtuoso. O aumento de salário se reverte em consumo, emprego e renda, gerando benefícios para a economia”, analisa.

Apesar do fim da paralisação na maioria dos bancos, a greve continua no Banco do Nordeste (BNB). De acordo com José Souza, a proposta do banco não agradou a categoria. “Mas estamos esperando avanços, para que a greve seja encerrada não só em Sergipe, mas nos demais estados”, destaca.

Prejuízos

Para os clientes, a greve trouxe alguns problemas, como o atraso no pagamento de contas. Sobre este assunto, os bancários defendem que os bancos não cobrem os juros. “Estamos solicitando aos bancos que não cobrem juros das contas que venceram durante os dias de paralisação. A greve não é culpa dos bancários, nem da população, e não é justo que as pessoas tenham prejuízo”, ressalta.

Para os empresários, a maior dificuldade foi realizar depósitos. Segundo o empresário Lourenço Freitas, a greve não trouxe muitos problemas. “O netbanking e a possibilidade de transações pelo smartphone facilitaram a vida dos lojistas. A maior dificuldade foi para fazer depósitos. Tinha muita fila, faltava envelope, mas, no mais, foi até tranquilo", avalia.

*Com informações do SEEB

​Foto: Arquivo/F5 News

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