Sindicato dos enfermeiros teme possível privatização do Ipesaúde
Assessoria de comunicação do instituto afirma que se trata de um boato
Cotidiano 27/09/2012 14h45

Por Fernanda Araujo

Representantes do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (Seese) estão preocupados com a possível privatização do Ipesaúde. De acordo com a presidente em exercício, Diana Luna, apesar de não terem recebido informação oficial, os funcionários do serviço estão sendo informados da probabilidade de que a grande maioria fique indisponível.

“Não participamos dessa discussão e isso é um absurdo porque há tempos que estamos tentando resolver problemas no IPES a respeito do Plano de Cargos, no Ministério Público. Essa postura nos surpreende se for verdade, porque demonstra que o IPES não se importa e prefere transferir o problema para outra gestão”, afirma.

Segundo ela, se o Ipesaúde for privatizado, os trabalhadores sofrerão uma queda salarial de 1/3. A presidente afirma ainda que o sindicato está fazendo o levantamento do quantitativo de profissionais que, para ela, poderão ser prejudicados. “Não foi confirmado, mas a informação é que são em torno de 300 funcionários. Alguns vieram do antigo Ipes, outros do Huse e etc, que tem experiência em urgência e agora poderão ser transferidos para outro serviço que não tem nada a ver. Aí fica a pergunta, qual o futuro desses trabalhadores? Tivemos várias discussões sobre o Plano de Cargos para todos os servidores da saúde e foi negociado que haveria um específico para os do IPES, de repente uma surpresa dessas. Os trabalhadores ficam sem perspectiva de futuro”, contesta.

A assessoria de comunicação do Ipesaúde declara que a informação de que o órgão será privatizado não é verdade. “Não saiu nada no site. Como vai haver uma mudança desse nível se o próprio Instituto não se manifestou a respeito? Se a informação fosse procedente a direção já teria veiculado”, afirma a assessora Mayusane Matsunae.

Enquanto isso, o sindicato fará reuniões com outras entidades sindicais para buscarem estratégias em prol de reverter o problema e minimizar o prejuízo aos trabalhadores. Além disso, o Seese vai tentar discutir a situação com os gestores da saúde.

Indicativo de greve

Os enfermeiros e demais sindicatos da saúde também pretendem paralisar as atividades. A Assembleia Geral Unificada vai acontecer nesta quinta-feira (27) às 18h no auditório do Hospital de Urgência de Sergipe, para avaliar o andamento das negociações do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Estatutários com o governo. Se o Estado não apresentar a proposta do PCCV, os servidores farão paralisação de advertência no dia 2 de outubro.

Foto: Ascom / Ipesaúde

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