Sindicatos de órgãos públicos criam relatório para entregar ao governo
Cotidiano 18/03/2015 14h00

Por Fernanda Araujo

Representantes sindicais das empresas Cohidro, Emgetis, Pronese, Cehope, Emdagro e Emsetur voltaram a se reunir na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), nesta quarta-feira (18), para discutir os relatórios das empresas que serão enviados para o Governo de Sergipe na próxima sexta-feira, 20. A elaboração desses relatórios foi sugerida pelo presidente da CUT/SE, Rubens Marques, e acordado em última reunião realizada com o vice-governador Belivaldo Chagas, que coordena o processo de fusão e extinção das empresas públicas.

Segundo o presidente do sindicato que representa os trabalhadores da Emgetis (Sinditic), Jairo de Jesus (foto), o relatório mostra a importância e a viabilidade desses órgãos para servir de  subsídios ao governo, na intenção de abrir nova discussão. “O governo está preso à questão econômica e nós mostramos ao vice-governador que, embora haja um custo na manutenção desses órgãos, há também um enorme ganho social, além de um ganho financeiro ao governo”, afirmou.

O relatório apresenta a missão constitucional das empresas e o conjunto de expertises realizadas por elas, ou seja, atividades imprescindíveis para o governo. A perfuração de poços artesianos, por exemplo, é um trabalho especializado da Cohidro e, para os sindicalistas, o governo não pode abrir mão sob pena de ter custo ainda maior. Além disso, foram incluídas as ações e projetos desenvolvidos por cada órgão, os produtos e serviços que eles geram e que público é beneficiado por essas atividades.

Os impactos financeiros e sociais que cada órgão gera também foram levad

os em conta no relatório, no sentido de retorno e de redução de gastos. “A Emgetis, quando desenvolveu e implantou o software livre correio expresso, o governo deixou de pagar uma soma considerável para empresas privadas comprando licença de software para funcionar o correio eletrônico, que cada ano se renovava e ficava mais caro. Hoje não gasta nenhum centavo e está utilizando em todos os órgãos públicos”, exemplifica Jairo.

Apesar de o governo ter garantido que não haveria mais extinção das empresas e nem demissões, as categorias se preocupam com o ‘enxugamento’ dos órgãos e em possíveis demissões caso as reduções não sejam suficientes. Os sindicatos comentam ainda se o governo não estaria tentando amolecer os deputados que poderiam votar contra o veto, com o discurso de que não haverá demissões.

 “Não basta apenas garantir que não haverá extinção, a gente precisa da garantia que não haja demissão de nenhum trabalhador. Por isso vamos ficar atentos ao processo de votação do veto do governador. A gente precisa trabalhar acreditando no governo, mas, naturalmente, com pé atrás enquanto o veto não for derrubado”, disse.

O presidente do sindicato dos trabalhadores da Emdagro (Sinter), Cláudio Soares (foto acima), também apoia a causa, embora a empresa não esteja nesse projeto de extinção. “O que atinge duas empresas do setor agrícola pode interferir futuramente nos serviços da Emdagro”, acredita.

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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