Sindicatos estudam Orçamento Público para intervir na sua execução
Cotidiano 07/02/2014 10h22Por Laís de Melo
O ano de 2014 pode ter um cenário diferente dos servidores públicos de Sergipe quanto à cobrança para o cumprimento do Orçamento, podendo ter uma maior intervenção da sociedade tanto na execução, quanto na elaboração para 2015. Em um Fórum realizado na manhã desta sexta-feira (07) pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), as lideranças sindicais já começaram o estudo para ler a peça orçamentária e assim interferir na gestão do seu município.
De acordo com o vice-presidente da CUT, Roberto Silva, uma grande parte dos trabalhadores sergipanos não compreende que é a partir deste orçamento que as políticas públicas são desenvolvidas, e que também deve estar previsto nele o aumento salarial desses servidores. “A ideia é que possamos folhear o orçamento para ver como é que está previsto o reajuste salarial dos servidores, como está previsto o orçamento para a saúde, entre outros”, ressaltou.
Porém, ler e entender a peça orçamentária não é simples. Segundo o palestrante desta manhã, Thiago José de Carvalho, advogado e representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), o cidadão que tentar analisar esta peça sem um prévio conhecimento vai ter muita dificuldade. “Porque são códigos. Na verdade chegam a ter números de 15, 16 algarismos, e cada número significa algo”, reiterou. Por outro lado, ele concorda que é importante que os sergipanos estejam por dentro e cada vez mais possa interferir na execução do plano.
O vice-presidente da CUT reafirma que a intenção é que os dirigentes dos sindicatos e dos movimentos sociais estejam preparados para uma participação mais ativa em todo o processo de elaboração do orçamento, para que assim os seus anseios enquanto cidadãos sejam contemplados no orçamento. “A peça tem sido elaborada, aprovada, sem a interferência da sociedade. Inclusive os próprios gestores descumprem a legislação que diz que tem que ter a participação efetiva da sociedade na elaboração do orçamento. A própria lei de responsabilidade fiscal obriga”, ressaltou.

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