Sindimed quer o Hospital da Polícia Militar público
Cotidiano 16/10/2012 15h17

Por Fernanda Araujo

Com o objetivo de tentar transformar o Hospital da Polícia Militar em uma unidade de saúde pública a ser administrada pelo Ipesaúde, destinada ao atendimento de servidores públicos, representantes do Sindicato dos Médicos de Sergipe reuniram-se hoje (16) com o deputado estadual capitão Samuel (PSC). Eles pedem o apoio do deputado.

“Como estamos falando diretamente de um hospital administrado pela PM, chamamos o deputado para saber o que ele acha e o que precisa, além de discutir o plano de carreira dos servidores do estado”, explica o tesoureiro do Sindimed, Helton Monteiro.

Durante a reunião, os médicos apresentaram a proposta sobre o HPM, além do Plano de Carreira e as dificuldades em discutir a situação com o governo. Após ouvir as queixas, o deputado afirmou que o hospital está sendo subutilizado, e que para resolver a questão o gabinete está à disposição do sindicato, mas somente se manifestará quando o projeto for encaminhado à Assembleia Legislativa e todos os itens forem debatidos.

“Já é o 15º sindicato que me pede apoio. Sobre o HPM, uns querem  público outros que continue da PM. Nessa briga quem perde é a população. O HPM atua como uma unidade que atende ao servidor público, mas os gestores não tratam como tal. Antes o hospital recebia por mês R$ 350 mil, hoje, recebe apenas R$ 90 mil. No que for preciso, eu darei o apoio a essa categoria tão importante para a sociedade”, ressalta capitão Samuel.

Também para evitar a possível terceirização do Ipesaúde, conforme publicação do Chamamento Público nº 001/2012, os médicos pretendem utilizar a estrutura do HPM em prol de ajudar na demanda. Mesmo sendo alvo de ações no Ministério Público, Helton Monteiro, avalia que o hospital tem número de leitos suficientes para atender a demanda e que não há necessidade de terceirização do Ipes. “Há leitos vagos, aparelhos ociosos, espaço de funcionamento e estrutura que não é utilizada”, diz. O Sindimed fará uma visita ao comando do HPM para tratar desse assunto.

Sobre a terceirização do Ipesaúde, na última reunião do dia 8 de outubro com os médicos, o diretor-presidente do Ipes Vinicius Barbosa de Melo salientou que seria necessária a terceirização para reduzir custos e para a contratação de novos profissionais no atendimento do Serviço de Pronto Atendimento. Diante a polêmica o edital foi suspenso e o diretor informou que seria agendada uma reunião para tratar o assunto com o governador em exercício Jackson Barreto. Até o momento o Sindimed não obteve retorno.

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