Sintasa cobra nova reunião prometida pelo Governo de Sergipe
Entidade reivindica plano de salários e melhores condições de trabalho Cotidiano 09/05/2013 14h30Por Fernanda Araujo
Seguindo a agenda de mobilizações, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sergipe (Sintasa) estiveram hoje (9) pela manhã em frente à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. Só este ano já são aproximadamente oito atos públicos reivindicando a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos estatutários até 2014.
Dentro das estratégias do sindicato, escolhendo alguns pontos para a realização das manifestações, a maternidade foi mais um alvo por ser de alto risco e conter o maior número de servidores estatutários de nível médio.
Segundo a diretora do Sintasa, Maria das Graças Nunes (foto), a reivindicação, neste momento, é que o secretário estadual de Administração, Jefferson Passos, e a secretária estadual de Saúde, Joélia Silva Santos, convidem a categoria para finalizar o enquadramento do PCCV, negociação prometida em reunião no mês passado.
“Já estamos entrando em outra semana, e disseram que entre a primeira e a segunda semana de maio estariam nos convidando para negociar. Eles estão no prazo, mas eu espero que o Estado cumpra a sua palavra na próxima semana. Estamos só aguardando o convite para repassar à secretária essa angústia do servidor. Eles não estão nos fazendo nenhum favor, até porque o próprio governo já tinha assumido esse compromisso em 2011”.
Quando o plano estiver pronto, ele será enviado à Assembleia Legislativa de Sergipe, onde a diretora acredita que será aprovado. Mas, a categoria ainda vê com preocupação o limite prudencial, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em que o governo alega não ter possibilidade de alterar o plano de carreira. “Todo bom governo precisa se planejar, os trabalhadores não têm culpa se o governo não preparou seus orçamentos. Não vamos aceitar essa desculpa. Se pela segunda vez Déda escolheu ser governador é porque dentro dele existia competência para governar, infelizmente, não esse resultado que a gente vê”.
Fiscalização na maternidade e no Huse
Apesar do foco do sindicato ser a implementação do PCCV, as reivindicações também giram em torno das condições de trabalho e qualidade na assistência à população. Em fevereiro, o Sintasa enviou nota sobre algumas irregularidades na maternidade, como a falta de água e de utensílios básicos de Equipamento de Proteção Individual – EPI. Maria Nunes esclarece que, com base em informações dos trabalhadores, esses problemas teriam sido sanados.
Porém, o sindicato fará uma visita na próxima semana na maternidade, para reavaliar a situação, e em outro momento no Huse, onde outros problemas foram encontrados. “No Huse detectamos na Oncologia que não tem máscara de carvão aditivado (máscara específica para os trabalhadores na quimioterapia, e que atuam diretamente com produtos químicos). Foi colocado para a coordenação que 20% de insalubridade cobririam os riscos a quem está exposto, mas dinheiro nenhum justifica a saúde do trabalhador. É preciso que o Huse e a maternidade invistam em EPIs, e principalmente, deem assistência de qualidade à população de Sergipe, condições de trabalho e salários dignos”.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
