Sintasa pede apoio dos deputados estaduais para PCCV
Cotidiano 04/04/2013 10h58Por Fernanda Araujo
Seguindo a agenda de mobilizações do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sergipe (Sintasa), a comissão dos servidores esteve hoje (4) na Assembleia Legislativa, para entregar um documento aos 24 deputados estaduais, de situação e governo.
O documento é um termo assinado pelos 12 sindicatos da saúde do Estado, pelo governo e pelo então secretário do Estado da Saúde, Antônio Carlos Guimarães, comprometendo-se a implementar o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos em 2012 e finalizando em 2014. Mas, até então, o termo não foi cumprido, segundo o presidente do sindicato, Augusto Couto.
Na quarta mobilização neste ano, os servidores pedem o apoio e a sensibilidade dos deputados para que convençam o governador Marcelo Déda a retomar a mesa de negociação, parada há quatro meses. “Estamos entregando esse documento para os deputados terem ciência. Muitos da situação - o próprio Chiquinho Gualberto - têm ciência desse termo de compromisso, ele próprio foi para a imprensa e apoiava naquele momento o nosso plano. E por que agora o governo deu para trás e não quer conversar com as categorias?”, questiona Couto.
Em nota à imprensa no dia 14 de março, a Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) havia informado que
o Estado está no limite prudencial, ou seja, que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe que planos de carreiras sejam alterados no momento. (Leia matéria SMTT impede sindicalistas de utilizarem som em manifestação), no entanto, os servidores não admitem o argumento.“Não adianta o governo falar que a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite, já deu tempo do governo se manifestar. Estamos pedindo apoio da Casa para implementar o plano de carreira, para que os funcionários do SUS tenham salário digno, não estamos cobrando favor a ninguém, e sim, salário justo”, diz a segunda tesoureira do Sintasa, Graça Nunes.
Ainda de acordo com o presidente, os servidores estão sendo pressionados a não comparecerem às mobilizações e são constantemente ameaçados de demissão. “Se questionar algo que está errado, há pressão e ameaça de demissão; perseguições é o que não faltam para os profissionais, inclusive, muitos foram pressionados a não comparecerem à mobilização hoje”, afirma.
A possibilidade de greve é colocada como um recurso de última instância, caso o governo não convoque os servidores. A intenção é continuar com as mobilizações. “Do jeito que está a saúde, se nós paralisarmos as atividades, vamos prejudicar muita gente. Mas, é uma pressão que o sindicato vai ter que fazer”. O sindicato irá convocar ainda uma assembleia com a categoria para indicar novas mobilizações.
Condições de trabalho no interior
As mobilizações também pedem melhores condições de trabalho para os servidores. De acordo com o presidente do Sintasa, Augusto Couto, a situação é precária em vários hospitais do interior, aquém do que se vê na capital. No hospital de Tobias Barreto, por exemplo, há informações de que faltam oxímetro (aparelho de oxigênio), termômetro, álcool, entre outros.
“Nem superintendente tem. Praticamente o hospital de lá está entregue às baratas. Fora os outros em que faltam medicamento e o básico como luvas e gaze. Há uma série de situações que necessitam do próprio governo do Estado fazer uma implementação de incentivo e melhoria para esses servidores e para a população. A Fundação Hospitalar precisa dar um suporte financeiro, o que foi passado para os sindicatos e para os servidores é que a Fundação ia melhorar em tudo, e não estamos vendo isso. Há uma decadência de medicamentos e na estrutura gerencial da gestão”.
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