Sintasa quer garantia de empregos dos servidores da FHS
Cotidiano 23/08/2017 17h40 - Atualizado em 23/08/2017 18h20Por F5 News
Com a ameaça da extinção da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sintasa) está buscando na Justiça meios para a permanência dos trabalhadores em seus empregos. O assunto foi discutido na manhã desta quarta-feira (23), durante entrevista coletiva.
O sindicato não concorda com a proposta do Ministério Público Federal (MPF) e do secretário da Saúde, Almeida Lima, de extinguir a Fundação e diz que vai buscar através do meio político ou jurídico a manutenção dos empregos. Um dos argumentos é a estabilidade do concurso público. “Todos eles são concursados, são mais de 7 mil trabalhadores vinculados à Fundação, entre estatutários, celetistas e terceirizados. Queremos garantia do emprego desses trabalhadores”, diz.
Segundo Augusto Couto, o primeiro passo será buscar junto ao Governo do Estado um projeto de lei migrando os trabalhadores da Fundação para a Secretaria da Saúde.
“Este projeto seria encaminhado para a Assembleia para aprovação. Além do governador, buscaremos também apoio de todos os deputados ou da maioria. Este projeto só pode ser editado a partir do momento em que a Fundação for extinta, e ela ainda não foi extinta”, afirma o advogado do Sintasa, Denis Arciere.
Se a medida não surtir efeito, o sindicato tentará a solução jurídica, através da Constituição, que respalda o pleno emprego dos trabalhadores.
“Temos a vedação da dispensa em massa, que só se justifica se houver uma razão social. E não existe uma razão social para demitir mais de sete mil trabalhadores, muito pelo contrário. Hoje, a saúde no estado de Sergipe só funciona porque tem estes trabalhadores movimentando a saúde. Eles trabalham em 10 regionais, além do HUSE e da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes”, acrescenta o advogado.
Durante a coletiva, o presidente do Sintasa Augusto Couto também fez um balanço histórico da Fundação Hospitalar de Saúde e apontou a rotatividade, tanto na secretaria da Saúde como na direção da fundação, como um dos principais problemas enfrentados. Em sete anos, foram sete diretores e oito secretários.
Augusto Couto disse ainda que o sindicato prepara uma grande mobilização para o mês de setembro, envolvendo todos os trabalhadores. “Nós iremos começar a visitar novamente todas as Regionais. Vamos fazer uma grande mobilização com os trabalhadores para que os gestores sintam que não é justo tentar extinguir o emprego destas pessoas”, disse o líder sindical.
*Com informações do Sintasa

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
