Sistema penitenciário sergipano está entre os três melhores do país
Cotidiano 05/07/2013 14h45

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Avante Brasil revelou que o sistema penitenciário sergipano lidera as estatísticas de atividades laborais, possuindo os melhores índices entre os estados do Nordeste e ocupando a terceira posição em todo o País. De acordo com os dados apurados no levantamento, fazem algum tipo de trabalho 31% dos internos das unidades sergipanas – ou 1.164, de um total de 3.756 –, índice que deixa Sergipe atrás apenas de Santa Catarina [39%] e Rondônia [32%].

Outros estados apresentam índices bastante inferiores. Na Bahia, por exemplo, apenas 10% dos presos exercem atividades laborais. Em Alagoas, esse número cai para 6% e, no Ceará, para módicos 3%. O índice sergipano representa quase o dobro da média nacional, que é de 17%, correspondentes a 92 mil detentos de um total de 550 mil. E, enquanto, nacionalmente, o crescimento do número de internos que trabalham foi de apenas 6%, em Sergipe o número aumentou 434%, de 2008 até o ano passado [utilizado como base para a pesquisa, através de dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen), ligado ao Governo Federal].

De acordo com o secretário de Estado da Justiça e Defesa ao Consumidor, Benedito de Figueiredo, a implantação de medidas de ressocialização tem sido priorizada nas unidades prisionais sergipanas, desde que assumiu a condução da Sejuc, em 2007. “Trabalhamos com o binômio 'educação e trabalho', que resulta em ressocialização. Um aumento desse porte - 434% - nos índices de internos com atividades laborais só comprova que temos promovido e incentivado essas práticas de forma veemente dentro do sistema prisional sergipano”, declara o Secretário.

O vice-diretor do Departamento Penitenciário de Sergipe (Desipe), Marcelo Vittor, revela que isso tem sido feito através de atividades laborais e cursos profissionalizantes coordenados em diversas unidades do sistema. No Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacintho Filho (Compajaf), por exemplo, os internos costuram e pintam uniformes e roupas de cama e banho que utilizam e são enviados a outras unidades, havendo, assim, oficinas de corte e costura e serigrafia.

No Presídio Estadual de Areia Branca (PEAB I e II), o Projeto Pintando a Liberdade possibilita aos internos a fabricação de todos os tipos de bolas e, no Presídio Feminino, cursos profissionalizantes e oficinas de pintura, corte e costura, cabeleireiro, entre outras, ocupam as mentes e os dias das internas. Além dessas, atividades artesanais são, também, realizadas dentro das unidades. Para Marcelo, o trabalho traz inúmeros benefícios para os internos. “Além da ocupação da mente, essas atividades são uma excelente forma de renda familiar. Eles também ficam mais calmos quando estão trabalhando. O combate à ociosidade é uma das nossas maiores preocupações”, finaliza o vice-diretor do Desipe. 

Fonte: Assessoria de comunicação

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