Sob protestos famílias deixam ocupação no Santa Maria
Ao todo 105 famílias ocupavam a área há cinco anos Cotidiano 07/11/2014 15h40Por Will Rodrigues e Aline Aragão
Cerca de 100 famílias que há quatro anos ocupam um terreno particular localizado no Alto da Bela Vista, Bairro Santa Maria, em Aracaju, tiveram que deixar o local após resistirem a um mandado judicial de reintegração de posse expedido pela Juíza Titular da 2ª Vara Cível de São Cristóvão, Juliana Nogueira Galvão Martins. Os moradores montaram barricadas e atearam fogo em galhos de árvores tentando impedir a ação.
Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (7) a Polícia Militar, equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Grupamento Tático Aéreo (GTA) acompanham o cumprimento da determinação. A Defensoria Pública também foi ao local para tentar impedir a desocupação. A Defensora Pública Ritimay Liborio entrou com uma ação de agravo da decisão para suspender a liminar, na 28ª Vara Cível de Aracaju , no Fórum Desembargador Fernando Ribeiro Franco, no bairro Santa Maria, mas não obteve êxito.
Segundo o subdefensor geral Raimundo Veiga,a decisão da magistrada foi tomada sem apresentação de uma solução para as famílias. “Não foi dado um novo local para morar, não foi oferecido auxílio-moradia e essa atitude ofende a dignidade humana e fere a Constituição Federal que estabelece a moradia como um direito básico de todos”, considera.
Por volta das 10h da manhã os moradores permitiram a entrada de policiais militares, que acompanhavam a reintegração, e após quatro horas de negociação, iniciaram a retirada dos móveis e pertences.
Para o líder do movimento, Gilberto Oliveira, a juíza errou em autorizar a reintegração sem indicar um lugar para onde às famílias pudessem ser transferidas e disse que mesmo com todas as dificuldades que passam, essa é única opção de moradia que têm. “Ela deveria ter indicado um local para que as famílias fossem levadas e não ter feito desta forma”, afirma.
A área com cerca de 40 mil metros quadrados foi invadida há cinco anos, segundo o advogado do proprietário, Arnaldo Machado, a ação de reintegração de posse encaminhada à Justiça no ano passado. “Todas as famílias receberam uma intimação, portanto, estavam sabendo da data em que a reintegração ocorreria”, informa.
Ainda de acordo com o advogado, o proprietário ofereceu um galpão para que as famílias possam guardar os móveis por um período de 96 horas.
Foto: Débora Matos / Ascom Defensoria Pública
*Alterada para acréscimo de informações

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
