SOS Mata Atlântica revela degradação dos mananciais de Sergipe
Nenhuma das amostras apresentou qualidade da água entre ótima e boa
Cotidiano 22/03/2018 10h35 - Atualizado em 22/03/2018 10h43

Por F5 News

Dono de território privilegiado quando o assunto são recursos hídricos, o Brasil chega a mais um Dia Mundial da Água em condição de alerta em relação a essa riqueza. Abrigando, segundo dados do governo federal, 12% dos recursos hídricos de todo o planeta, o país vem degradando esse patrimônio líquido a uma velocidade bem superior à capacidade de recuperação da natureza, como evidencia resultado de estudo da Fundação SOS Mata Atlântica que monitorou durante um ano mananciais em 17 estados, incluindo Sergipe.

A vigilância sobre a qualidade dos cursos hídricos é parte das ações do programa Observando os Rios, desenvolvido pela organização não-governamental (ONG) que só em Sergipe monitora nove trechos de mananciais em sete municípios. Em nenhuma dessas amostragens os cursos apresentaram qualidade considerada boa ou ótima, 91% ficaram no limite de tolerância com conceito regular. E no caso do córrego do Tramandaí, na 13 de Julho, bairro nobre de Aracaju, esse limite extrapola e a qualidade chega a ruim.

No Dia Mundial da Água, comemorado hoje (22), a situação dos mananciais mostra que lições como a de Mariana (MG) não foram aprendidas. “Os resultados apontam a fragilidade da condição ambiental dos principais rios da Mata Atlântica e a urgência de incluir a água na agenda estratégica do Brasil. Rios e águas contaminados são reflexo da ausência de saneamento ambiental, gestão e governança”, afirma Malu Ribeiro, coordenadora do estudo e especialista em Água da Fundação.

Uma rede de monitoramento que dispensa avaliadores técnicos foi estabelecida pelo programa Observando Rios, dando instrumentos simples a 3.500 voluntários em todo Brasil. Cada grupo recebe um kit de avaliação da qualidade da água coletada que permite dizer, por meio de reações químicas ilustradas em gabaritos impressos em cartilhas, se o líquido coletado apresenta poluição por parâmetros como pH (acidez), coliformes fecais, nitrogênio, nitrato, fósforo, turbidez, entre outros.

“O projeto é fundamental para levar essa metodologia para junto do público voluntário, que é engajado e passa a observar o rio de forma mais aprofundada. Com esse acompanhamento, pudemos identificar que 70% das águas do país têm qualidade regular, o que é extremamente preocupante, pois mostra que há níveis de comprometimento desses mananciais”, considera Tiago Félix, educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica. 

*Com Estado de Minas

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