SSP/SE investiga fraude no abastecimento de viaturas da PM
Cotidiano 24/01/2018 11h13 - Atualizado em 24/01/2018 13h16Por Fernanda Araujo
Um sargento da Polícia Militar de Sergipe foi indiciado por desvio de combustíveis da frota da Corporação. O militar é acusado de usar os cartões da Rede Vale Card da PM para benefício próprio. Há indícios de que a fraude chegue à casa de R$ 1 milhão, conforme especulado pela imprensa, porém a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não confirma a informação e alega que ainda não é possível precisar o montante que teria sido desviado.
O cartão é utilizado para debitar o valor do combustível que abastece as viaturas, mas o valor era repassado para o PM e, possivelmente, a outros militares, com a ajuda de uma frentista de um dos postos onde foram feitos os abastecimentos fraudulentos. O esquema teria sido realizado em vários postos de combustíveis e o que chamou a atenção é que existia ainda cartão ‘coringa’ que poderia abastecer qualquer viatura, a qualquer hora e sem limite de quantidade de litros de combustível.
A investigação teve início por ordem do comandante geral da PM, coronel Marcony Cabral, após denúncias. A Polícia Civil também conduziu uma investigação paralela, segundo a SSP. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado em 11 de dezembro do ano passado e só agora foi divulgado pela imprensa. O militar acusado se reuniu na manhã desta quarta-feira (24) com o Comando da PM.
Durante as investigações, conduzidas por uma oficial superior do último posto, o militar foi afastado do Centro de Suprimento e Manutenção (CSM) da PMSE, setor responsável pelo controle do abastecimento no âmbito da Instituição, onde trabalhava.
Segundo a SSP, todas as diligências solicitadas pela Corregedoria Geral da PM foram realizadas e o inquérito foi encaminhado à Justiça Militar da 6ª Vara Criminal. O caso também foi levado ao Promotor Militar, ao secretário de Estado da Segurança Pública e à OAB. Em nota, o órgão afirma que o valor especulado pela imprensa é exorbitante, já que a despesa mensal com combustíveis de toda a frota da PM não ultrapassa os R$ 540 mil.
No relatório da investigação, a frentista, durante oitiva, afirmou que teria sofrido ameaças, recebia os cartões de um policial e, com a ajuda de um colega, simulava os abastecimentos no esquema que estaria acontecendo também em outros postos. Ela segue dizendo que o militar entregava de cinco a dez cartões com os nomes dos militares, senhas, prefixos de carros e quilometragem para fazer a simulação dos abastecimentos e, em seguida, devolver o dinheiro ao militar. Porém, de acordo com o documento, em novo interrogatório a frentista mudou o depoimento, possivelmente ao sofrer ameaças.
Durante a investigação foram ouvidos também policiais militares lotados no órgão vinculado à 4ª seção do Estado Maior e responsável pelos abastecimentos, principalmente com foco em viaturas informadas como suspeitas com cadastro irregular junto ao Detran.
De acordo com a SSP, todas as medidas necessárias foram adotadas diante da gravidade dos fatos, e ressalta que o envolvido terá o direito à ampla defesa e ao contraditório no âmbito da Justiça Militar, onde deve ser processado.
“As instituições de Segurança Pública sergipanas reafirmam o compromisso de seguir todos os princípios norteadores da administração pública, principalmente a legalidade, a moralidade, a impessoalidade e a publicidade, de maneira que jamais permitirá que ações desabonadoras frutifiquem dentro de seus quadros. A PMSE é composta por homens e mulheres de boa índole e fé, que jamais compactuariam com atos desta natureza”, conclui a nota da SSP/SE.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
