Suspeitas de microcefalia relacionada ao Zika crescem 7% em Sergipe
Estado ainda não recebeu kits para diagnóstico de Zika Cotidiano 06/01/2016 08h17Da Redação
O número de casos de bebês com suspeita de microcefalia relacionada ao vírus Zika cresceu para 146 em Sergipe, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nessa terça-feira (5). Os dados representam um aumento de 7% em relação ao último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde (SES). Atualmente, o estado é o quinto do país com o maior número de notificações da doença.
Em dezembro o Governo Federal informou que o Laboratório Central de Sergipe (Lacen) passaria a receber kits para realizar o diagnóstico de Zika. Entretanto, o material ainda não foi liberado e os testes continuam sendo feitos no Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará. A previsão da pasta é de que até a primeira quinzena de janeiro, os insumos sejam encaminhados para Sergipe.
Segundo informações do Lacen, há demanda de 20 testes por semana, e com a realização dos exames aqui em Sergipe, o tempo resposta será reduzido para até duas semanas. A SES ainda não notificou casos confirmados de Zika em Sergipe, apesar da existência de muitas suspeitas.
Os dados do Ministério da Saúde mostram que em todo Brasil foram notificados 3.174 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika em recém-nascidos. As notificações estão distribuídas em 684 municípios de 21 unidades da federação. Também estão em investigação 38 óbitos de bebês com microcefalia, possivelmente relacionados ao vírus Zika.
Transmitido pelo Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.
Porém, no dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas por esse vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode ser associada a danos mentais, visuais e auditivos.
A microcefalia não é uma malformação nova, é sintoma de algum problema no organismo da gestante e do bebê, e pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e agora ficou confirmado que também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode levar a essa condição.
*Com informações da Agência Brasil

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