Taxistas fazem carreata em protesto contra Uber em Aracaju
Cotidiano 12/06/2017 11h19 - Atualizado em 12/06/2017 12h54Por F5 News
Vários taxistas de Aracaju (SE) realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (12), contra o transporte clandestino e o aplicativo Uber, que começou a operar na capital desde dezembro do ano passado e em fevereiro foi liberado para atuar pela Justiça, através da 18ª Vara Cível de Aracaju.
Em ato de protesto, os taxistas realizaram uma carreata e um buzinaço em avenidas principais da cidade. Eles passaram pela Tancredo Neves e Heráclito Rollemberg, o que causou um grande congestionamento. No caminho, os taxistas fizeram uma parada em frente ao Palácio dos Despachos. O ato seguiu até a praça Fausto Cardoso, no centro de Aracaju, e deve continuar até a tarde. Segundo o sindicato da categoria mais de mil profissionais aderiram à manifestação.
Para a categoria, o transporte particular de passageiros através de aplicativo é injusto, do ponto de vista da concorrência, e representa ameaça à economicidade do sistema de táxis. O objetivo, segundo o sindicato, é chamar a atenção das autoridades para diversas irregularidades no transporte de passageiros da capital.
A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) também contesta a atuação do aplicativo com base na Lei Municipal 4738/2015 que proíbe o uso de carros particulares cadastrados em aplicativos para o transporte remunerado individual de pessoas na capital sergipana. O Ministério Público de Sergipe (MPE), também havia instaurado um inquérito civil para barrar o aplicativo. Mas, para a Justiça, a lei municipal é inconstitucional e fere o princípio da livre concorrência.
Com o avanço do Uber, as cooperativas e empresas de táxis passaram a oferecer promoções e descontos de até 30%, visando recuperar fregueses e enfrentar a concorrência. Logo depois, o Sindicato dos Taxistas conseguiu que os descontos fossem disponibilizados diretamente no valor da corrida nos próprios taxímetros, nos taxis que aderissem, e em um aplicativo de táxis. Atualmente, a capital sergipana tem 2.080 taxistas legalizados.
Para Gerson Ferreira, vice-presidente do sindicato, a concorrência é desleal. “Os taxistas vêm enfrentando dificuldades desde que os aplicativos começaram a operar na capital. O movimento caiu 99% desde a chegada da Uber. O taxista sai de casa às 6h ou 7h da manhã e só retorna à noite, muitas vezes faz uma ou no máximo duas corridas, o que não dá nem para pagar o combustível. O taxista precisa de diversos documentos, fazer procedimentos, estar regular, para exercer a profissão. Tem taxista passando necessidade”, lamenta.

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