Técnicos administrativos da UFS ameaçam entrar em greve
Cotidiano 27/10/2017 11h59 - Atualizado em 27/10/2017 12h52Por Saullo Hipolito*
Os técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) aderiram, na manhã desta sexta-feira (27), a uma paralisação nacional junto das demais Universidades Federais do país, alegando o desmonte do serviço público.
Na reivindicação, os servidores demonstraram contrariedade com a lei anunciada pelo Governo Federal que altera o Plano De Cargo e Salário dos servidores públicos.
Os manifestantes realizaram uma panfletagem na entrada principal da UFS, no Campus São Cristóvão, para não prejudicar eventos como o da Semana Nacional de Ciências e Tecnologia (SNCT). “Os técnicos administrativos pararam, mas como a Universidade está com eventos entendemos que seria melhor realizar somente a panfletagem, ao invés de paralisar completamente a Universidade e não permitir que ninguém entre. Estamos fazendo esse processo de diálogo para trazer a população para perto da Universidade, para que ela entenda que é a única universidade pública que temos e está sendo atacada”, diz o coordenador de comunicação da categoria, Wagner Vieira.
Os servidores da instituição já deflagraram um indicativo de greve para o dia 10 de novembro, com a possibilidade de acontecer antes, dependendo da publicação da nova lei.
“Ficou decidido que paralisaremos as atividades no dia em que o projeto de lei ou medida provisória for publicada, sem previsão para volta. Enviamos um ofício ao MEC com o comunicado e todos já estão mobilizados, caso aconteça, paralisaremos a universidade”, garantiu o coordenador.
Volta às aulas
Na próxima segunda-feira (30), os alunos iniciam um novo semestre na universidade e muitos estão apreensivos com a nova greve.
Mas segundo o coordenador geral, Fábio dos Santos, a paralisação não prejudicará os alunos. “Nossa manifestação não prejudicará quem já está sendo prejudicado pelo Governo Federal, quando altera os recursos que a universidade deveria receber. O corte na assistência estudantil foi de um milhão de reais, o que significa que os alunos que necessitam desse meio abandonarão a universidade para trabalhar, vão evadir ou trancar o curso, tendem a reprovar, diminuir o número de disciplinas cursadas, retardando o curso deles”, disse.
“É verdade que a greve atrapalha e incomoda, mas temos que pensar que a greve é um mal necessário, pois se continuarmos deixando o governo atacar a universidade, os estudantes, que já estão com a educação precarizada, podem sair daqui com um ensino pior, ou ainda, não sair por falta de verba e cortes em bolsas importantes como o Pibid”, acrescentou Wagner.
Na sequência, os manifestantes seguiram para o evento de ciência e tecnologia para realização de panfletagem no evento.
A UFS não se pronunciou sobre o assunto até a publicação dessa notícia.
* Estagiário sob supervisão da Jornalista Fernanda Araújo
Foto: Saullo Hipolito/F5 News

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