Técnicos administrativos da UFS seguem em greve e fecham CPD
Cotidiano 27/03/2014 10h30Por Fernanda Araujo
Em greve desde quarta-feira (27), funcionários da Universidade Federal de Sergipe fecharam um setor considerado estratégico da universidade, onde se faz as matrículas, o que poderá adiar o calendário acadêmico. São mais de 1.400 servidores lotados nos campi da universidade em São Cristóvão, Laranjeiras, Itabaiana e Lagarto.
Desde as 6h de hoje, o Centro de Processamento de Dados – CPD – está barrado pelos técnicos administrativos e pode continuar assim até amanhã, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da UFS (Sintufs). “Entregamos as nossas reivindicações à reitoria da universidade ontem, na de São Cristóvão e na diretoria do Hospital Universitário, e eles ficaram de marcar uma reunião com os outros pró-reitores e discutir as pautas”, disse a vice-presidente da entidade, Elayne Cristina. O reitor Ângelo Antoniolli receberá a categoria na próxima quinta-feira (03) às 14h.
"O comando de greve está aberto a qualquer servidor que quiser aderir. Estamos tentando convencer os outros que não aderiram à greve, e tentando impedir os assédios morais que estão ocorrendo por parte de alguns chefes querendo impedir a participação dos servidores nas mobilizações", disse Elayne.
De acordo com a assessoria de comunicação do Sintufs, serão realizadas assembleias todas as terças e quintas durante o período de greve. Às 14h os servidores se reúnem com o Comando Local de Greve para formulação do calendário de atividades para a semana seguinte.
A assessoria de comunicação da UFS, divulgou nota informando a posição da universidade sobre a greve iniciada ontem. "O reitor Angelo Antoniolli recebeu na manhã de ontem, 26, a pauta de reivindicações locais do comando de greve e discutirá as propostas com seus pró-reitores e outros membros da administração a fim de verificar a viabilidade das demandas apresentadas pelo movimento. Os representantes do comando de greve também serão ouvidos nos próximos dias. A Universidade Federal de Sergipe acredita no diálogo como uma forma de avançar na qualidade da educação pública, que é o compromisso maior da instituição", lê-se a nota.
Lembre
A paralisação é nacional e já atinge os trabalhadores técnicos administrativos em educação de 28 universidades por todo o país. Segundo o sindicato nacional da categoria, a Fasubra, o Governo Federal descumpriu o acordo de última greve em 2012, definindo que haveria acréscimo salário de 15,8% em três anos, conforme inflação do período. Na época, também havia prometido melhorias nas condições de trabalho. A perda salarial e a falta de melhorias são os principais motivadores para a greve.
Já a pauta local é a redução da carga horária de 40 horas semanais para 30 horas. Segundo o Sintufs, cada servidor trabalharia 6 horas consecutivas, deixando de atender 8 horas por dia para 12 horas, sem intervalo de almoço. “Ou seja, isso é bom para os trabalhadores, facilita tanto para a comunidade acadêmica quanto para a externa, para as pessoas que não conseguem encontrar um horário para resolver pendências”, avalia o presidente sindical, Lucas Gama.
Sobre a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o sindicato acredita que o modelo é prejudicial ao atendimento e à educação promovida no Hospital Universitário quando privatiza a saúde. “Lutamos ainda pela democratização do espaço da universidade. O reitor assinou o contrato sem consultar a comunidade acadêmica. Queremos uma divisão de forma igualitária”, disse.
Foto: arquivo F5 News/Williams Rodrigues
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