Técnicos da UFS sinalizam fim da greve; professores permanecem
Cotidiano 21/08/2012 13h00Por Fernanda Araujo
Os comandos locais de greve da Universidade Federal de Sergipe (UFS), tanto dos técnicos quanto dos professores, promoveram assembleias nesta terça-feira (21). Os encontros ocorreram nos auditórios da Reitoria e da Associação dos Docentes da UFS (Adufs – foto principal), respectivamente.
O objetivo das categorias foi discutir os encaminhamentos da greve e avaliar as propostas do governo e do Comando Nacional de Greve (CNG). Há dois meses em greve, a presidente Edjanária Borges, do Sindicato dos Técnicos da UFS (Sintufs), afirma que a paralisação dos técnicos pode chegar ao fim hoje. “Vamos avaliar a saída ou não da greve e a proposta do governo (15.08% de reajuste para os próximos três anos). Essa proposta está aquém do que esperávamos, mas é uma proposta que veio”, afirma.
Segundo a sindicalista, apesar do aumento de três salários mínimos no piso salarial não ter sido contemplado, houve avanços na progressão da carreira. “Com relação ao piso e a variação de um padrão para outro, conseguimos a elevação de 3,7% para 2014 e 3,8% para 2015, o que mesmo assim não era o esperado. A estrutura da nossa carreira não foi vencida e continua a paridade entre os aposentados”, explica Edjanária.
Caso a greve acabe, os técnicos voltarão ao trabalho a partir da próxima segunda-feira (27). Porém, uma nova agenda de negociações estará em andamento para ser discutida com o governo de Sergipe em 180 dias, a partir de setembro. São itens pendentes como racionalização de cargos, terceirização, reposicionamento de aposentados, redimensionamento das vagas e democratização na Universidade, entre outros.
Adufs
Para pressionar as negociações a Adufs pretende continuar a greve que já dura 96 dias. O professor Fernando Sá avalia que a categoria permanece fortalecida, apesar de algumas universidades terem saído - segundo ele, algumas de uma forma "atabalhoada".
"Numa proposta golpista nós temos mantido a greve e estamos agora discutindo uma contraproposta que o CNG fez para apresentar ao governo, para mostrar que não somos intransigentes. Estamos abrindo mão do piso salarial, onde teve uma redução”, disse.
Os docentes pedem intervenção do Congresso em Brasília, onde acontecerá uma reunião nesta quinta-feira (23) com a Comissão de Educação na Câmara dos Deputados. “Até o momento o governo não mostrou nenhuma intenção de negociar, as ações que estamos fazendo em Brasília são no sentido de abrir a negociação. Se o governo aceitar a contraproposta com certeza nós encerramos a greve”, antecipa Sá.
Para marcar os 100 dias de greve, nesta quarta-feira, professores, estudantes e entidades federais em greve farão mais uma passeata pelo centro de Aracaju com concentração na Praça Fausto Cardoso, a partir das 8h. Em seguida, na sexta-feira os manifestantesfarão no Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe (Cultart) às 16h, apresentação teatral, oficinas e atividades como aula pública. À noite acontecerá o forró dos 100 dias de greve que será aberto ao público.
Foto: Fernanda Araujo

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos


