Terceirização: elo estratégico para a atividade produtiva brasileira
Serviços terceirizados representaram 22,7% dos trabalhadores formais Cotidiano 02/04/2015 17h00A terceirização é atualmente o elo indissociável de qualquer empresa ao redor do mundo. Imagine qual seria o preço de um apartamento, de um telefone da Apple ou Samsung, ou um carro da Volkswagen se essas empresas tivessem que produzir desde o elemento mais básico para a construção desses produtos?
O preço seria uma exorbitância! A realidade é que esses e outros exemplos evidenciam que nenhuma empresa hoje no mundo é capaz de fazer tudo sozinha. O mundo do trabalho passou a ser feito em equipes, unindo parceiros, fornecedores e dividindo responsabilidades. Hoje nas palavras do Professor José Pastore da USP, “os países avançados terceirizam de tudo, em seu próprio território, em outras localidades e até mesmo na nuvem, como é o caso dos serviços de secretaria remota, atendimento aos clientes e execução de tarefas repetitivas”.
Enquanto esses países e outros emergentes estão se organizando e descobrindo as vantagens de produzir em cadeias de produção, onde cada empresa concentra seus esforços na construção de produtos e serviços específicos, agregando maior eficiência, qualidade, alta capacidade técnica e tecnológica, desaguando por fim em preços atraentes e qualidade convincente, o Brasil discute se a terceirização deve abranger a atividade meio ou fim da firma, sendo irrelevante, pois dado que o mais importante na terceirização é garantir proteção aos trabalhadores e fornecer segurança jurídica para o contratante, o que está previsto no Projeto de Lei nº 4.330, que tramita no Congresso Nacional desde 2004.
Mais uma prova da importância de se aprovar o Projeto e garantir respaldo jurídico ao contratante sem perda de direitos aos trabalhadores brasileiros é que entre 2003 e 2012, os serviços terceirizados representaram 22,7% dos trabalhadores formais do Brasil, sendo a atividade que mais emprega no país. Nesse período, a taxa de formalização nos serviços terceirizados é a mais elevada entre as atividades avaliadas pelo IBGE na pesquisa, com 72,1% dos trabalhadores tendo carteira assinada.
Outro dado importante colhido na Sondagem Especial: Terceirização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com mais de 2.300 empresas industriais apontou que a terceirização não se resume à contratação de serviços de apoio (segurança, conservação e limpeza). Predominam entre os serviços terceirizados mais contratados, atividades como montagem e manutenção de equipamentos, logística e transportes, segurança ou vigilância e serviços de consultoria técnica, nessa ordem respectivamente.
Portanto, a realidade e os fatos mostram que a terceirização está aí, sendo portanto a sua regulamentação um dos pilares para que a economia brasileira seja mais competitiva no mercado mundial e uma medida capaz de estimular a atividade produtiva e o emprego no longo prazo.

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