Termina a greve dos trabalhadores dos Correios
Cotidiano 28/09/2012 10h04
Os trabalhadores dos Correios de Sergipe e de todo o Brasil decidiram em assembléias realizadas na noite de hoje, 27, pelo término da greve. A decisão se deu após o julgamento do dissídio coletivo dos Correios pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Foi aprovado o reajuste de 6,5% para salários e benefícios como vale-alimentação, retroativos a agosto, além da não-terceirização do plano de saúde dos Correios e do pagamento do vale-alimentação extra, no mês de dezembro.
A categoria lutava por um aumento total de 43,7% referente às perdas que categoria sofreu desde o ano de 1994 (33%), inflação (5%) e aumento real (5%), além do piso salarial de R$2.500 para os carteiros, contratação de 30 mil trabalhadores em todo o Brasil e contra a privatização da ECT.
O dissídio foi julgado pelo TST devido à constante intransigência dos Correios nas negociações com os sindicatos, após cinco propostas de negociação rejeitadas pela empresa.
Além da decisão de retornar ao trabalho, a assembléia realizada hoje serviu também para avaliar a greve. “Foi muito importante a mobilização dos trabalhadores nesse momento. Garantimos a continuidade do plano de saúde dos Correios sem terceirização, que era uma das nossas maiores preocupações e o pagamento do vale-alimentação extra, pago no período natalino”, ressaltou João Neto, um dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Sergipe (SINTECT/SE).
Apesar da análise positiva, o reajuste determinado pelo TST não corresponde às perdas salariais dos trabalhadores durante todos esses anos e foi considerado muito baixo pela Federação Nacional dos Trabalhadores das Empresas de Correios e Telégrafos (FENTECT). O aumento é de apenas 1,3% a mais do que o aumento oferecido pelos Correios, de 5,2% correspondentes à inflação.
Ainda segundo a FENTECT, 29 dos 35 sindicatos espalhados pelo Brasil entraram em greve desde o dia 11 deste mês. A orientação é que os trabalhadores voltem ao trabalho a partir da próxima sexta-feira, 29. O TST determinou também que os dias não trabalhados deverão ser compensados em forma de trabalho extra num prazo de até seis meses, caso isso não aconteça, os trabalhadores terão os dias descontados.

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