Termoelétrica em SE tem mais de 12 mil currículos esperando vaga de emprego
Cotidiano 16/03/2018 17h30 - Atualizado em 16/03/2018 17h33

Por Will Rodriguez

Uma dos reflexos mais impiedosos da crise econômica é o desemprego. Por causa dela, o mercado não consegue impulsionar a criação de postos de trabalho. No Brasil, são mais de 12 milhões de trabalhadores sem ocupação. Em Sergipe, 1.170 vagas formais de emprego foram fechadas nos últimos 12 meses e as filas de pessoas em busca de uma oportunidade não param de crescer.

Prova disso é o elevado número de currículos cadastrados no banco de dados da Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), responsável pela termoelétrica Porto de Sergipe I, em construção na Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju. “São 12.500 currículos, uma demanda maior do que a nossa capacidade de contratação”, diz o diretor de Operações, Édio Rodenheber.

Gente como o carpinteiro José Leobino dos Santos, cuja história o F5 News mostrou no começo deste ano quando ele dormiu na porta do escritório da Celse em busca do emprego.“Estou desempregado há um ano, mas tenho esperança de conseguir o emprego”, disse.  

Segundo a Celse, atualmente 1.913 funcionários estão no canteiro de obras na usina, dos quais 1.119 são sergipanos, mas há a perspectiva de que a equipe chegue a 2.500 pessoas em até seis meses, quando a obra estará na fase de montagem eletromecânica. No entanto, a empresa esbarra na dificuldade em encontrar profissionais com qualificação compatível à complexidade do empreendimento.

“Trabalhamos com um índice de retrabalho de 3% e se for maior que isso, a obra atrasa. Por isso, precisamos fazer a verificação necessária da qualificação, além do treinamento dos funcionários”, afirmou Adriano Cezario Oliveira, gerente de contratos da GE, responsável pela execução do projeto, acrescentando que a empresa vai ofertar um curso de formação para 120 lixadores e 40 soldadores, entre aqueles que já estão inscritos nos cadastros da Celse.

Quando estiver em operação, cerca de 100 pessoas devem ser empregadas na usina que já possui contratos para fornecer energia a 26 distribuidoras espalhadas pelo país, dentre elas, a Energisa Sergipe.

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Além da geração de emprego, a construção da termoelétrica também deve incrementar a arrecadação de impostos para a Barra dos Coqueiros. Até o momento, mais de R$ 14 milhões em ISS (Imposto Sobre Serviços) já foram transferidos aos cofres do município, mas a previsão é de que os repasses somem R$ 50 milhões até o final da obra, no começo de 2020.

Essa é a terceira reportagem da série sobre a Termoelétrica Porto de Sergipe 1.  O repórter viajou a convite da Celse e da GE.

 

Foto: Claudio Salviano/Arquivo F5 News

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