Trabalhadores dos Correios não aderem à greve em Sergipe
Mesmo sem paralisação, serviços devem ser afetados no estado Cotidiano 12/03/2018 12h00 - Atualizado em 12/03/2018 12h19Por Fernanda Araujo
Os trabalhadores dos Correios em 22 estados do país e o Distrito Federal estão em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (12). O motivo é a alteração no plano de saúde dos trabalhadores, que está em julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No entanto, em Sergipe, a categoria não paralisou as atividades.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira dos Correios, Telégrafos e similares do Estado de Sergipe (Sintect), a decisão de rejeitar a paralisação já havia sido acordada em assembleia realizada na sexta-feira (9).
Em nota, a assessoria de comunicação dos Correios no estado informou que as 89 agências estão abertas e funcionando normalmente.
De acordo com o Sintect, porém, os funcionários estão em estado de greve e o sindicato pode decidir pela paralisação a qualquer momento. “Vamos manter o estado de greve e aguardar julgamento, depois faremos uma nova avaliação, caso necessário, após o julgamento”, afirma o presidente do sindicato, João Neto.
A greve foi deflagrada na noite de domingo (11) pelas federações que representam os trabalhadores no país. A paralisação atinge tanto os setores de atendimento como de distribuição, mas é parcial, ou seja, parte das agências está aberta. Apesar de não haver paralisação em Sergipe, a entrega de correspondências deve sofrer atrasos, como adianta Neto.
“Mas o atraso nas correspondências tem um motivo maior do que a greve, é a falta de contratação de carteiro via concurso público. A empresa não contrata um efetivo condizente com a necessidade, o último concurso foi realizado em 2011, há sete anos”, relata o sindicalista.
Os funcionários são contra a mudança no plano de saúde, defendida pela estatal, que retira os dependentes pais, filhos e cônjuges do benefício custodiado pela empresa. A assistência, segundo os Correios, supera os R$ 12 mil por funcionário e custa R$ 1,8 bilhão por ano.
As federações protestam ainda que a estatal quer alterar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, com a cobrança de mensalidades, suspensão de férias a partir de abril, redução da carga horária e do salário de funcionários da área administrativa, extinção do cargo de operador de triagem e transbordo. As federações dizem ainda que a estatal vai fechar mais de 2.500 agências próprias por todo o Brasil, além de serem contra o plano de demissão voluntária.
À imprensa, os Correios afirmam que o plano de saúde foi discutido “exaustivamente” com as federações no âmbito administrativo e mediada pelo TST, no entanto, sem sucesso. A empresa diz que aguarda o resultado do julgamento no Tribunal para tomar medidas necessárias. Os Correios ressaltam ainda que não conseguem mais sustentar as condições do plano concedidas quando tinham capacidade financeira para arcar com os custos.
Balanço da greve
De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que engloba 31 sindicatos, a paralisação atinge os estados do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo (regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Santos e Vale do Paraíba), além do Distrito Federal.
Roraima, Amazonas e Amapá não aderiram.
Sindicatos filiados a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) também aderiram em São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Tocantins e Bauru (SP). As agências franqueadas, que representam 15% do total, não estão participando da greve.
Foto: arquivo Sintect

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