Trabalhadores relatam insegurança na Rodoviária Velha em Aracaju
Cotidiano 27/11/2017 11h10 - Atualizado em 27/11/2017 11h32Por Saullo Hipolito
A constante insegurança que assola a região do Terminal Rodoviário Luiz García, conhecido popularmente como Rodoviária Velha, no centro de Aracaju, faz com que os trabalhadores locais vivam em clima de constante temor. Já são sete assassinatos registrados nas proximidades nos últimos trinta dias. O último caso aconteceu na sexta-feira (24), às 18h, horário de pico de movimentação.
São muitos os comerciantes e servidores de empresas de transporte que relatam como causa principal para o aumento da criminalidade na região a feira na praça XXIII, em frente à Rodoviária Velha. “O governo não investe na segurança do estado e infelizmente acontece com os comerciantes que estão mais próximos à feira, que é a principal causa desse aumento”, disse o servidor de uma empresa de transporte intermunicipal.
Outra comerciante, que prefere não ser identificada por conta da insegurança, afirma que trabalha há 20 anos nas proximidades e só após a implantação da feira a aflição de sair de casa para ir trabalhar começou. “A gente tem medo, sabe que vai trabalhar, mas não sabe se volta. Eu tenho três filhos, colocamos na mão de Deus e saímos, peço a Ele que não permita que as crianças fiquem sem sua mãe”, afirmou, emocionada.
De acordo com a comerciante, quando os policiais aparecem, o ponto de fuga são as bancas da feira. Ela disse que horas antes do episódio que acabou com a morte de três jovens na sexta-feira (24), policiais do Getam abordaram cinco homens, mas sem nenhuma evidência deixaram o local.
“Depois que eles foram embora, aqui nessa banca próxima começou o tiroteio. Nós somos ensinadas a abaixar, pois é muito perigoso, pode sobrar para a gente. Acontece a qualquer horário, não existe essa coisa de dez da noite. São poucos os policiais, se é uma área de risco e os governantes não conseguem tirar essa feira daí, que seja reforçada a segurança, é importante que fique 24 horas”, disse a vendedora, que trabalha há dez anos no local.
De acordo com o coronel Vivaldy Cabral, já existe um policiamento 24 horas sendo feito no local, tanto na área interna, quanto na externa. “Agora, o que acontece é que aquele comércio é impróprio, já foi mais do que comprovado isso. A prefeitura já sinalizou a retirada do local”, disse.
Feira
O espaço, ocupado de forma desorganizada na gestão passada, conta com 142 bancas e 119 feirantes, sendo 74 da capital e 45 do interior sergipano. A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) já estava analisando a retirada dos feirantes da praça, prevendo a melhoria da mobilidade urbana. Com os últimos acontecimentos e apelo da população, da Fecomércio, Coopertalse e da própria Associação de Feirantes, o plano de ação foi ampliado e segue acelerado, passando a envolver também a Polícia Militar de Sergipe, Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e a Guarda Municipal.
Na última sexta-feira (24), aconteceu uma reunião na sede da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) para tratar da atuação de cada órgão envolvido. O objetivo da gestão é acabar com a ocupação ilegal de feirantes na área e, ao mesmo tempo, devolver ao centro da capital organização e segurança. Ainda não foi definida uma data para a retirada das barracas.
* Estagiário sob supervisão da Jornalista Fernanda Araújo

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