Traficantes se exterminam para tomar pontos de venda de drogas
Moradores das localidades envolvidas vivem situação de medo Cotidiano 01/04/2013 12h25Por Marcio Rocha
Informações coletadas pela reportagem F5 News durante o final de semana com policiais que atenderam ocorrências nos conjuntos do Complexo Taiçoca, em Nossa Senhora do Socorro, indicam que há um grupo de extermínio formado por traficantes da região que estão se eliminando mutuamente, em uma disputa para tomar o controle dos pontos de drogas.
De acordo com informações de policiais, o modus operandi dos assassinos é o mesmo praticado em três homicídios realizados nos conjuntos João Alves e Marcos Freire. Quatro homens armados em um veículo VW Gol de cor preta mataram um homem na invasão do Areal das Mangabeiras, na divisa entre os dois conjuntos; outro homem foi morto no conjunto Marcos Freire II e um terceiro, assassinado pelo mesmo grupo no conjunto João Alves. Todos eles foram mortos com vários tiros de revólveres de calibres diferentes.
Há suspeita de que outro homem, assassinado no conjunto Albano Franco com sete tiros, foi vítima do mesmo grupo. Segundo informações, os elementos chegam e não dão chance das vítimas reagirem, disparando imediatamente contra elas e advertindo as testemunhas a se manterem caladas.
Um morador do Areal das Mangabeiras disse a F5 News que a situação é de medo entre os habitantes da região e os traficantes organizados estão tramando contrataques.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou à reportagem que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está em processo de investigação das mortes e destacou que grande parte dos homicídios ocorrentes em Sergipe, principalmente com extrema violência, é praticada por pessoas que estão ligadas diretamente ao tráfico de drogas.
De acordo com Lucas Rosário, assessor de comunicação da SSP, os casos estão sendo averiguados e a quadrilha de traficantes certamente formou um grupo de extermínio, pois a guerra do tráfico implica nas tomadas de pontos de venda de drogas nas comunidades. Também foi destacado que muitas mortes ocorrem não apenas por tráfico de drogas, mas também pelas dívidas contraídas pelos viciados.

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