Um sentimento que se explica
Cotidiano | Por Evaldo Filho* 29/06/2018 11h03 - Atualizado em 29/06/2018 11h25

"Autoestima: inicie o resgate a sua", "Cinco dicas para dar um up na sua autoestima", "dez passos para se tornar uma pessoa com autoestima elevada". Frases como essas não são difíceis de serem encontradas. Estão circulando na internet, revistas, e outros lugares. Mas o que a ciência explica sobre esse fenômeno? Atividades como dança, música e roupas podem realmente ajudar? Grupos como as minorias podem se utilizar dele para aceitação pessoal ?

A pesquisa científica da Universidade Católica de Campinas, intitulada “Estudo Inicial do Inventário de Auto-Estima (SEI) Forma A”, trabalha este conceito de maneira rápida, porém, ele é bem mais complexo do que se imagina, está diretamente ligado a personalidade e a falta da autoestima que pode alavancar a depressão e o suicídio. O professor e psicólogo da Universidade Tiradentes, Alvaci Rezende, foi ainda mais direto na sua definição, ele declara que a autoestima está para conosco como a alegria e a tristeza, é um sentimento. Segundo o professor, a dança é um grande aliado para elevar esse sentimento. “A dança mexe com a psicologia do corpo e com a alegria em tudo que fazemos, o que nos dá alegria e aumenta a nossa autoestima,” afirma o doutor em Psicologia.

Segundo o professor, em termos específicos, ao realizarmos exercícios físicos como a dança, o nosso corpo entra em um modo de ativação hormonal liberando inúmeros hormônios, os quais seriam impossíveis citá-los em apenas aqui sem tomar muito do seu tempo leitor, mas para que você entenda, somente o hormônio BDNF (Brain-derived neurotrophic factor ou Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) triplica de produção no momento da atividade, e como resultado, há a melhoria no humor e nas funções cognitivas, ou seja, memória, atenção, linguagem e percepção.

Além de tudo isso, contribui com a regeneração neurológica evitando doenças degenerativas cerebrais como o mal de Alzheimer e Parkinson. A felicidade passa por algo semelhante, quando sentimos prazer o nosso cérebro libera alguns hormônios como a endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina bombardeando o corpo com uma sensação única que é a felicidade. Não existe dúvidas de que faz bem para a autoestima participar de atividade que agradam o indivíduo como um bom papo, um jantar, ou até mesmo, um bom vinho, essas pequenas coisas nos fazem felicidades.

Um acontecimento único que é realizado apenas uma vez por ano, repleto de bandeirolas, músicas, comidas típicas e dança, que por muitos é considerado o natal do nordestinos, são os festejos juninos. Um evento como esse gera uma quantidade gigantesca de hormônios em nosso corpo, principalmente para quem vivencia de perto como dançarinos, costureiras e músicos que fazem parte dos grupos juninos.

 
Mais Notícias de Cotidiano
Pedro Ramos/Especial para o F5News
28/10/2021  09h31 A vida de quem não tem um lugar digno para morar em meio à pandemia
Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Foto: AAN/Reprodução
11/03/2021  18h30 Prefeitura realizará testes RT-PCR em assintomáticos no Soledade
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Foto: Agência Brasil/Reprodução
11/03/2021  17h30 Em dois novos editais, IBGE abre inscrições para 114 vagas em Sergipe
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Foto: SSP/SE/Reprodução
11/03/2021  16h10 Polícia prende suspeito de furtar prédio do antigo PAC do Siqueira
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Foto: SES
11/03/2021  16h10 Com aumento de casos, Sergipe teme falta de insumos hospitalares
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos