UPA Fernando Franco também é interditada e aumenta demanda no Huse
Cotidiano 27/02/2014 11h30

Por Fernanda Araujo

Após a interdição ética por tempo indeterminado pelos médicos e enfermeiros na terça-feira (25) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva, zona norte, no final da tarde de ontem foi a vez de interditar a unidade Fernando Franco, zona sul, pelo Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren/SE), que estiveram novamente no local.

A assessora de comunicação, Cristina Rochadel, da Secretaria Municipal de Saúde, já havia informado que todas as providências, como aquisição de equipamentos de diagnóstico e de remédios, estão sendo tomadas para que até sexta-feira a unidade Nestor Piva possa ser reaberta. Segundo ela, a secretaria tenta adiantar o prazo dado pelos fornecedores.  “Automaticamente, resolvendo no Nestor Piva será resolvido no Fernando Franco porque as necessidades são as mesmas e o objetivo é o melhor atendimento”, disse ontem à reportagem do F5 News.

“A problemática é a mesma, mas claro que no Nestor Piva a gravidade é maior por ter mais atendimento. Mas, no Fernando Franco também há péssima estrutura física, falta de vários tipos de medicamentos, o básico está faltando. Se o fornecedor não está cumprindo com a demanda que solicite outro, o que não pode é faltar. A gente tem fiscalizado desde 2011, mas o problema se agravou”, explica a presidente do Coren, Gabriela Garibalde. Já pelo Conselho Regional de Medicina foram dadas 48 horas para que o Municí

pio possa corrigir as falhas.

Enquanto isso, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), que recentemente sofreu com demissões em massa de cirurgiões pediatras, caso que gerou ação civil movida pelo MPE para que as escalas sejam completadas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, já está sofrendo com aumento de demanda de casos que não deveriam ser encaminhados àquela unidade, e a preocupação maior é o período do Carnaval, quando aumentam os atendimentos por mistura de álcool e direção, por exemplo.

“Dessa forma, o que compramos para durar 15 dias vai se acabar em 5 e como ficará o abastecimento nesse intervalo? Porque estamos abastecendo de forma extra para garantir um pique de época de Carnaval em várias cidades do interior e com Carna Caju e Rasgadinho dentro do território de Aracaju e ainda com ofício já da secretária Leane Carvalho, pedindo nosso apoio para montar a estrutura de um Posto Médico Avançado para disponibilização do Samu. Na hora que eu vejo essas equipes não poderem trabalhar nos equipamentos constituídos que são as UPAs, como nós vamos poder ter festejos carnavalescos dentro da Capital? Nós não temos como absorver isso”, argumentou a secretária.

A promotora Euza Missano, do MPE, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SE), o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Sindicato dos Médicos fizeram uma visita surpresa às duas unidades na noite do dia 25. Lá foram constatados plantão de médicos incompleto, falta de remédios, de Raio X e Eletrocardiograma e de Equipamento de Proteção Individual (EPI), além de estrutura inadequada.

Com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde

Fotos: Ascom/Coren

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